Tirone aceita pressão e Richarlyson é descartado

Felipão pede o volante, mas presidente cede ao veto da organizada e avisa que não vai trocá-lo por Pierre

DANIEL BATISTA, O Estado de S.Paulo

29 de dezembro de 2011 | 03h03

A tentativa de contratar o volante Richarlyson para o Palmeiras fez com que o presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, ficasse em maus lençóis. O técnico Luiz Felipe Scolari pediu o jogador em troca de Pierre, que não quer voltar para o Alviverde, mas a torcida "vetou" o ex-são-paulino e o dirigente desistiu do negócio.

Na noite da última terça-feira, Tirone participou de um jantar com conselheiros do Palmeiras no Palestra Itália. Durante o evento, membros da Torcida Organizada Mancha Alviverde chegaram ao local e foram cobrar o dirigente, exigindo que o presidente desse a garantia para eles de que não iria contratar o volante.

Um dos representantes da organizada chegou a falar para o presidente que o jogador não iria sequer sair do aeroporto, porque assim que chegasse em São Paulo, seria agredido.

A bronca se dá pelo fato de que em 2005, Richarlyson realizou exames médicos para defender o clube, mas no mesmo dia assinou contrato com o São Paulo, onde ficou por cinco anos.

Outro problema ligado ao clube vivido pelo volante é que em 2007, o ex-diretor José Cyrillo Júnior deu a entender, durante um programa na TV Bandeirantes, que o volante seria homossexual. Richarlyson decidiu mover um processo contra o ex-dirigente, mas o caso acabou arquivado.

Ontem, com o anúncio da negociação entre clube e jogador, o assunto tomou conta das mídias sociais. No Twitter, o tema ficou sendo o mais comentado por bastante tempo, com a maioria criticando a chegada do volante. O termo "Fora Richarlyson" ficou horas sendo a palavra mais escrita no microblog.

Problema agora é outro. Para agradar a torcida, Tirone desagradou e arrumou mais problemas com o técnico Felipão. O treinador avisou o dirigente que aceitaria liberar Pierre apenas se viesse em troca Richarlyson, o meia Bernard ou o atacante Neto Berola, do Atlético. Ou na pior das hipóteses, uma boa quantia financeira para ir atrás de outros jogadores.

Bernard e Neto Berola, a diretoria do time mineiro avisou que não aceitaria liberar de forma alguma. Quanto a Richarlyson, existia alguma possibilidade.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.