Tirone diz que contratação de Valdivia foi um mau negócio

Presidente do Palmeiras reclama da dívida deixada pela gestão anterior e da postura do chileno. ''Ele só quer cair na noite''

Daniel Akstein Batista, Daniel Batista e Paulo Galdieri, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2011 | 00h00

Quando assumiu o Palmeiras, Arnaldo Tirone sabia que teria vários problemas pela frente. Um deles, seria pagar cerca de R$ 15 milhões ao Banco do Brasil até 15 de agosto - no ano passado, o clube conseguiu uma carta de crédito do banco para a contratação de Valdivia. Ontem, ao Estado, o presidente manifestou seu descontentamento com o chileno. "Foi um péssimo investimento", disse Tirone.

As seguidas lesões de Valdivia tiraram o dirigente do sério. Segundo ele, falta mais comprometimento do jogador. "Dá até vontade de não pagar (o Banco do Brasil), mas vou ter que arrumar dinheiro", falou. "Mas, parece que ele (Valdivia) não está querendo nada, está sempre na noite."

Para trazer o jogador do Al-Ain, dos Emirados Árabes, no ano passado, o Palmeiras contou com a participação do empresário Osório Furlan, que ficou com 36% dos direitos econômicos do jogador ao investir R$ 5,5 milhões. Até agora, porém, o chileno não justificou sua vinda.

Por enquanto, Tirone não fala em negociar o meia com outro clube. A expectativa é que Valdivia volte a atuar em três semanas - ele se lesionou no clássico contra o Corinthians, dia 1.º. Mas, assim que sarar da contusão na coxa, o Palmeiras já vai perdê-lo novamente. "Ele vai ficar 15 dias aqui e só volta no final de julho, por causa da Copa América", lembrou o presidente. "O Lincoln também tem jogado pouco, mas ele é mais responsável", comparou.

O time segue treinando na Academia para a estreia do Brasileiro, dia 22, contra o Botafogo. A expectativa é que Marcos seja o titular na competição.

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