Tirone fala com Felipão e acalma ânimos

O presidente do Palmeiras foi ontem à concentração do time para acalmar ânimos e tentar contornar a crise no departamento de futebol, onde o vice Roberto Frizzo e o técnico Luiz Felipe Scolari entraram em rota de colisão. Arnaldo Tirone se reuniu com Felipão, reiterou que não vai trocar o comando e ouviu o treinador.

Paulo Galdieri, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2011 | 00h00

Felipão pediu para que Tirone reforce o elenco. O treinador argumentou que após as saídas de jogadores caros e que estavam encostados - casos de Lincoln (salário de R$ 280 mil) e Pierre (R$ 130 mil)- há espaço no caixa para contratações.

Tirone prometeu se empenhar pessoalmente para que isso aconteça. O comprometimento do presidente com o treinador foi interpretado como uma maneira que Tirone encontrou de evitar que Scolari e seu diretor entrem novamente em novos conflitos. Tirone agora deve participar mais ativamente dos movimentos do departamento, mas com o cuidado de não interferir demais no departamento.

A posição de Frizzo no departamento não está ameaçada. Como a sua indicação é resultado de uma costura política que permitiu que Tirone se elegesse, o presidente não pretende mudar.

Após o jogo, ainda no vestiário do Canindé, Felipão confirmou a conversa com o presidente e explicou que não pensa em deixar o clube. "Se alguém quiser que eu saia, é só o clube me mandar embora e pagar a multa. Se eu quiser sair, vai ser a mesma coisa. Eu vou ter de pagar a multa", disse o treinador.

O técnico se recusou a dizer quais são as pessoas que querem sua saída do clube. "Eu tenho meus inimigos, sei quem são, mas não preciso sair falando."

Apesar de mais um resultado ruim, o técnico disse que gostou da apresentação do time diante do Bahia. "Fizemos uma boa partida, marcamos um gol e tivemos várias oportunidades de aumentar. A torcida reclama, mas não pode negar o bom desempenho do time." / COLABOROU DANIEL AKSTEIN BATISTA

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.