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Tirone quer diminuir a oferta por Wesley

Após oferecer mais de R$ 13 milhões, presidente diz que esse valor só valia se o Palmeiras tivesse um investidor. E não tem

DANIEL AKSTEIN BATISTA, O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2012 | 03h07

Uma negociação que parecia bem encaminhada tornou-se bastante complicada no Palmeiras e agora Wesley pode nem mais fechar com o clube. O presidente Arnaldo Tirone confirmou as dificuldades ontem e afirmou que o problema é financeiro: ele quer diminuir a oferta já feita ao Werder Bremen.

Segundo o dirigente, a perda do investidor e os altos impostos da transição fizeram toda a situação mudar e ele espera que o clube alemão aceite a nova proposta alviverde.

"A gente espera a boa vontade do Werder, porque o atual valor é muito alto", disse Tirone. "Tinha uma proposta de 4,5 milhões (R$ 10,1 milhões, feita pelo Atlético-MG, no mês passado), mas isso era só uma parte do atleta e a gente também tem esse interesse. O problema é que o Werder, agora, quer vender os 100%."

Palmeiras e Werder já haviam se acertado na semana passada, e o valor combinado era de que o clube paulista pagaria 6 milhões (R$ 13,7 milhões) em três parcelas iguais - a primeira agora em fevereiro e as outras em fevereiro de 2013 e 2014. O salário com Wesley também estava combinado: cerca de R$ 230 mil mensais por um contrato de três anos. De repente, tudo mudou.

"No acordo inicial havia uma cláusula que fazia o contrato valer se a gente tivesse um investidor. E agora não temos mais", explicou Tirone, colocando mais um problema na mesa. "Tem ainda o imposto, que pode chegar a 15% ou 20% por mandarmos uma remessa para o exterior", contou o cartola.

Há oito dias, a história era bem diferente e o Palmeiras esbanjava otimismo em relação a Wesley, com apenas um percalço: Tirone dizia que o acerto com o volante só não tinha acontecido porque o seu empresário pediu um dinheiro extra, mas que o resto já estava tudo pronto. Como se vê, as coisas se inverteram.

Sem investidor, o Palmeiras não consegue pagar a parcela inicial. "Não falei com o presidente, mas se ele pedir podemos correr atrás de algum parceiro", contou Rubens Reis, diretor do marketing alviverde.

Tirone tem sofrido bastante pressão por causa dessa negociação. Uma ala do clube considera o valor muito alto e critica o presidente por ter feito a oferta de 6 milhões. Uma outra parte dos conselheiros pressiona Arnaldo Tirone para que ele feche logo a negociação, para novamente não passar vergonha em caso de um fracasso.

O presidente chega a se irritar quando questionado por que o Palmeiras se enrola tanto na hora de negociar um jogador e diz que esse não é um problema único de seu clube. "Os valores estão muito altos, não está fácil para ninguém", declarou, já imaginando um final infeliz na história. "Nós queremos muito o Wesley, mas se ele não acertar vamos conseguir outros dois jogadores", disse, sem citar nomes.

Wesley chegou ao Brasil na sexta-feira e esteve no clube anteontem. Ele prefere não dar entrevistas enquanto não houver uma definição - positiva ou negativa. Era esperado que ele realizasse exames médicos na segunda-feira, mas o procedimento ainda não foi marcado.

O volante foi um pedido de Luiz Felipe Scolari e chegaria para ser titular no time. "Ele faz muitas funções e todas muito bem. Onde colocá-lo ele joga", elogiou Maikon Leite, ex-companheiro de Wesley no Santos. "Estou torcendo para que ele chegue logo, seria bom para todo mundo", contou, sem saber em qual posição o amigo poderia jogar no Palmeiras. "Aí é com o professor. Não me tirando do time já está bom", brincou.

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