André Lessa/AE - 13/9/2011
André Lessa/AE - 13/9/2011

Tirone tenta esfriar a briga Felipão x Frizzo

Presidente deve manter os dois no clube e só vai tomar decisão sobre quem fica no fim do ano

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2011 | 03h04

SÃO PAULO - O presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, decidiu colocar panos quentes na declarada guerra entre o vice-presidente de futebol, Roberto Frizzo, e o técnico Luiz Felipe Scolari. Ele sabe que qualquer atitude que tomar agora só vai aumentar a confusão.

Muita gente no clube é favorável à queda de Frizzo, mas o número de defensores da demissão do treinador, que começou pequeno, aumenta cada dia mais. Por isso a intenção de Tirone é tentar manter as coisas como estão até o final do ano. O que pode mudar a situação é se um dos lados resolver romper a relação.

Por tudo que Tirone tem ouvido nos últimos dias, quem pode deixar o clube no final do ano é o supervisor de futebol Galeano. O problema é que o ex-jogador é muito amigo de Felipão e o treinador não aceitaria facilmente a sua saída. Até por isso, Tirone vai deixar uma definição para dezembro para, assim, ter tempo para se acertar com o treinador.

Enquanto isso, a ideia é tentar amenizar as coisas. Ontem, o dirigente não quis dar entrevista, tampouco Felipão. Só Frizzo falou e, pelo discurso, a impressão era de que ele e o treinador são amigos de longa data.

"Não tenho o que falar de algo que não existe (desavença com Felipão). Não sei de onde tiram que tenho problema com ele", disse o dirigente, que garantiu ter um relacionamento harmonioso com Felipão. "Acontece que os resultados fazem surgir essas histórias."

LINHA CRUZADA

Segundo pessoas ligadas à diretoria, o problema de Galeano é que ele fala coisas para Felipão que nem sempre retratam o que de fato acontece. Como no caso da visita de torcedores ao CT. O técnico reclamou que seriam membros de organizadas, mas os dois palmeirenses não pertenceriam mais aos quadros da entidade e teriam ido ao treino para conversar sobre assuntos particulares com Frizzo.

Sem citar nomes, o dirigente admitiu que possa ter acontecido um mal entendido. "Em um trabalho de uma equipe composta por 30 homens, cada um tem que fazer sua parte sem interferir na do outro. Alguém deve ter falado alguma coisa para o Felipão. Foi isso que aconteceu."

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