Tite aposta em ''velhinhos'' na reta final

Satisfeito com o bom futebol de Ronaldo, treinador do Corinthians acha que a experiência do atacante, de William e Roberto Carlos pode ser o diferencial

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2010 | 00h00

A proximidade da decisão do campeão brasileiro de 2010 parece mexer com Tite. O treinador que sempre usa da cautela antes de jogos importantes começa a demonstrar uma certa ansiedade e confiança. Mesmo seguindo firme na convicção de que não há um favorito à conquista entre Corinthians, Fluminense e Cruzeiro, ele revelou o que pode, para ele, ser o diferencial nesta reta final: os "velhinhos" da equipe, liderados por Ronaldo. Encantado com o futebol do Fenômeno, ele acredita que o camisa 9 tem tudo para desequilibrar nas últimas rodadas, auxiliado pela experiência de Roberto Carlos e William.

"No contexto geral, ele sempre assume: "Apertou joga em mim". E claro que faz a diferença. A precisão que ele tem é do dom que Deus lhe deu", elogia. "O diferente é o criativo do atleta. Quando ele vai fazer a finalização, retarda até o último momento. É impressionante, eu vi ele e o Romário fazerem isso. Tem também a liderança, ele, o William, o Roberto Carlos, esses jogadores mais experientes têm a responsabilidade da liderança, quer queiram ou não, por toda a rodagem."

Ronaldo, desde que Tite assumiu, atuou nas cinco partidas - já havia aparecido diante do Guarani, dirigido pelo auxiliar Fábio Carille. Resultado: entrosamento perfeito com o chefe, quatro gols e quatro vitórias. Boa parceria, Tite? "Na maior naturalidade, ele não se coloca acima de ninguém. É muito fácil trabalhar com profissionais assim.".

Ontem, Ronaldo ficou apenas na academia, ao lado de Jucilei e Elias. O trio acabou poupado do treino para estar descansado diante do Vitória, amanhã, no Barradão, na quente Salvador.

Tite vem se destacando no Corinthians justamente por saber lidar com os jogadores. Falando bastante, dando palestras motivacionais, mas também ouvindo muito seus comandados, rapidamente caiu nas graças do grupo.

Em harmonia, ele espera voltar de Salvador com mais três pontos na bagagem para poder, até, decidir o título já no outro domingo, no Pacaembu. "Nós temos a ambição de fazer um grande jogo, repetindo um padrão, para procurar vencer. Depois, com a combinação de resultados, podemos falar", discursa.

Feliz, ansioso, confiante, mas sem deixar a cautela totalmente de lado. "A pressão é o incentivo. Temos a pressão do desempenho e do resultado, por isso vamos ter de trabalhar o emocional. Será preciso manter a competitividade independentemente do calor", avalia. "Vamos manter a posse de bola algumas vezes, agredir em outras. Não podemos é perder a intensidade agressiva de marcação."

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