Tite busca novos artilheiros no time

Contra o São Caetano, técnico quer outros jogadores fazendo gols, para diminuir a dependência de Liedson

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2011 | 00h00

Adriano se apresenta hoje à torcida, no Pacaembu. Mas só joga em maio. Dentinho está suspensos e Jorge Henrique, machucado. As esperanças corintianas de gols recaem, portanto, em Liedson. Na teoria, sim, porém Tite quer afastar a dependência apenas no Levezinho e espera levar um time atrevido, finalizador e bastante efetivo, às 16 horas, diante do São Caetano. Empate garante a permanência ao menos entre os quatro primeiros e a vantagem nas quartas de final, mas o treinador quer mais e cobra que todos, do meio para a frente, "incomodem o goleiro", sem medo de arriscar os chutes.

"Nossa equipe é a que tem mais posse de bola (do Paulista), figura sempre entre as melhores em assistências e na precisão das finalizações. Desde que estou aqui, defensivamente só levamos um gol de falta, do São Paulo e, em cobrança de escanteio, do Flamengo no ano passado, superando a estatura baixa", elogia Tite, antes de enfatizar o que precisa ser corrigido e que ele espera ser feito já nesta tarde. "Além de manter a boa marcação, precisamos aumentar o poder de fogo, não podemos centralizar apenas no Liedson. Os meias, se virem uma abertura, têm de ir para o gol. Vamos dividir o pão. E nossa bola parada tem de entrar mais", diz. "Estes são os principais ajustes, além de manter o grau de competitividade."

Pé na forma. Sob a sombra de Seedorf e Alex, meias cobiçados pelo treinador e na mira da diretoria para o Brasileiro, Morais é quem mais entra pressionado para a partida de hoje, na qual a meta é voltar a vencer para, na última rodada, diante do Santo André, o Alvinegro ainda lutar pelo topo da tabela na fase.

Apesar de liderar o grupo no quesito assistência, o armador peca demais na hora de finalizar. Mais de 80% de seus chutes não vão no alvo - entenda-se gol. "Ele erra sim, muitas finalizações e isso está sendo trabalhado. Já foi falado com ele no vestiário. No último terço do campo (ataque), o primeiro objetivo é a finalização, colocar o goleiro para trabalhar. Não só ele, como os outros da frente", cobra Tite. "Em tempo, ele está mais ou menos 8,5 jogos sem nenhum gol. O Bruno César está com 6 (partidas) e só um gol, são 4,5 do Danilo e só um gol, 3,5 do Edno e 2 do Ramirez sem marcar", exemplifica. "Jorge Henrique também soma 8,5 jogos e só um gol. É muito. Willian e Dentinho até estão na média, mas temos essa consciência de que temos de dividir um pouquinho (os gols do time)."

Liedson é o artilheiro do Corinthians com 10 gols - atuou em 11 partidas -, um terço dos 30 do time na competição. Os outros atacantes (estão desde o início do ano) somam sete, com outros quatro dos meias. Ou seja, sozinho, Liedson está só um atrás de sete companheiros juntos.

Se Tite tira o peso de Liedson, o São Caetano deposita todas as fichas em Eduardo. O atacante fez cinco gols no último jogo e é esperança para a equipe entrar na zona de classificação.

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