Tite e sua fronteira

O duelo Tite x Muricy ainda não chegou a ser um Felipão x Luxemburgo, treinadores na disputa por um lugar na decisão da Copa do Brasil, quinta-feira. Mas a luta por uma vaga na finalíssima da Libertadores incrementa uma briga entre os proprietários de dois dos mais cobiçados empregos em clubes do país.

Paulo Vinícius Coelho,

18 de junho de 2012 | 03h03

Tite x Muricy é uma espécie de Corinthians x Santos desde fevereiro de 2004, quando o São Caetano perdeu para o Marília por 1 x 0. A decisão do presidente Nairo Ferreira de Souza foi trocar o comandante. Nairo anunciou a saída na tarde seguinte, mas o técnico ouviu o boato, na manhã anterior: Muricy estava contratado. Impossível dizer se estava. Os fatos mostram Muricy chegando ao Azulão naquele mesmo dia. Acabou campeão estadual.

Como hoje, na época existiam também diferenças entre o São Caetano de Tite e o de Muricy. Tite jogava com três zagueiros, Dininho, Thiago e Serginho. Muricy mudou para o 4-3-1-2, escalava o talentoso meio de campo de Marcelo Mattos, Mineiro, Gilberto e Marcinho. Tite marcava no ataque, por pressão, como fez em todos os seus times, talvez com exceções do Atlético-MG de 2005 e o Corinthians de 2004, recebido na briga para não cair, devolvido em 5.º lugar no Brasileirão.  

Nestes 15 anos de carreira dos dois treinadores, Muricy atravessou mais rápido a fronteira entre os técnicos vistos como comuns e aqueles especiais. Tite está bem na divisa. Às vezes, ouve brincadeiras por seu estilo de falar, às vezes discussões sobre opções táticas. Tudo tem se esgotado pelos resultados excelentes. A fronteira de Tite será transposta com vitória sobre o Boca ou a Universidad de Chile, numa hipotética final de Libertadores. Talvez seja superada antes. Se passar por Muricy, Neymar e Ganso, nesta quarta-feira, por exemplo.

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