Tite evita polêmica e se cala sobre o ''amigo'' Felipão

Jogo que Palmeiras perdeu para prejudicar o Corinthians no Brasileiro ainda provoca mágoa do treinador alvinegro

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2011 | 00h00

Tite é sábio. Mede as palavras, pensa para falar e jamais entra em polêmica - recomendação esta, feita aos jogadores para o clássico de domingo, no Pacaembu. Ontem, porém, não foi preciso ouvir da boca do treinador sua mágoa com o Palmeiras e com Felipão. O corintiano ainda não digeriu a derrota do rival para o Fluminense no Brasileiro de 2010 e também não gostou da declaração do comandante palmeirense de que "preferia perder" para que ele não fosse demitido.

Eliminar o arquirrival na semifinal do Estadual, portanto, virou uma vitória pessoal de Tite, que ontem pediu para não responder sobre possível facilitação do Alviverde contra os cariocas. "Por favor, não quero falar sobre o assunto."

Sobre a declaração de Felipão antes do 1 a 0 do primeiro turno, outra esquiva. "Estou focado no trabalho. São duas grandes equipes e a responsabilidade cresce. Fico muito centrado para o time dar o seu melhor em campo."

Mas a declaração do Felipão te magoou. Você até fez careta ao falar do assunto? "O Corinthians é grande, o Palmeiras é grande, será uma semifinal, a importância está aí. A gente segue o trabalho, já passou", disse, sem esconder a irritação. Mas está engasgado com o assunto? "Por favor, não gostaria mais, vamos tocar em outro assunto", pediu. "E se ele te der a mão, será um problema? "Claro que não."

Arena. O Ministério Público definiu que o Corinthians terá de pagar mais de R$ 6 milhões para que o órgão retire da Justiça o processo que impede obras no terreno onde o clube planeja construir o Itaquerão. A informação é do site globoesporte.com.

O processo existe porque o Corinthians, que recebeu a concessão do terreno em 1998, não cumpriu o compromisso de construir um estádio no local num período de cinco anos. Por isso, o MP pede a devolução da área à Prefeitura ou então que seja dada a contrapartida. Outra hipótese, com a qual o clube concorda, é que os cerca de R$ 6 milhões sejam pagos com a realização de obras sociais e assistenciais.

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