Tite monta o Corinthians em duas versões para o Mundial

Tite monta o Corinthians em duas versões para o Mundial

Treinador vai escolher a formação de acordo com o adversário; desafio é entrosar Guerrero e Emerson

Raphael Ramos , Vítor Marques, O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2012 | 02h11

SÃO PAULO - Tite já tem na cabeça as duas formações que o Corinthians pode usar no Mundial. Elas estão testadas e, independentemente de quais jogadores ele vai escolher, a estrutura do time está pronta.

Amanhã, contra o Santos, e no próximo domingo, diante do São Paulo, serão feitos os ajustes finais. O esquema preferido de Tite e que será usado amanhã é o 4-2-3-1. Esse "1" atende pelo nome de Guerrero. O peruano é a referência ofensiva do time e atua entre os zagueiros adversários, mais preso. O principal ponto que é preciso aprimorar agora é o entrosamento entre Guerrero e Emerson, que jamais começaram uma partida juntos.

Amanhã, Tite não terá Douglas, suspenso. O meia deverá ser substituído por Romarinho - Martínez e Jorge Henrique são as outras opções. A mudança deixa o time mais rápido e com mais força ofensiva.

"Preservo um jogador que tem característica de atacante (Emerson) mais perto do nove (Guerrero)", disse Tite ao Estado. A estratégia de pôr um atacante de velocidade próximo a um pivô mais estático é ideal quando o adversário tem um lateral mais preso à defesa, segundo o treinador.

Dentro desse esquema, Tite poderia não escalar Guerrero. O time passaria a jogar com um pivô não tão fixo, como foi na reta final da Libertadores. Danilo, Romarinho ou Emerson jogariam mais avançados, porém, se movimentando bastante e buscando as laterais do campo para confundir a marcação.

"A função é diferente, depende de cada jogador. O Guerrero tem uma área de ação mais curta e os outros se movimentam mais. A posição fica igual, mas a função é diferente."

A segunda formação mexeria apenas no sistema defensivo e o time passaria a jogar no esquema 4-1-4-1. Assim, Ralf faria sozinho a proteção à defesa. "As linhas do campo ficam mais curtas, e um jogador fica responsável pela marcação pressão."

Esse jogador é Paulinho uma das peças chave do time. Ele jogaria um pouco mais avançado para compor uma linha com Douglas, Danilo e Emerson e dar o bote quando o adversário estivesse desprevenido.

A partida, segundo Tite, emblemática e que mostrou que esse esquema pode ser eficiente foi a goleada por 5 a 0 contra o São Paulo pelo Campeonato Brasileiro de 2011.

"Tínhamos um jogador a mais e ajustamos a equipe sem trocar as peças depois do intervalo. Ganhamos de 5 a 0 sem mudar os nomes ou colocar mais um atacante. A diferença é que trabalhamos com um jogador mais avançado", disse.

Tite previa que o Chelsea, provável rival na final do Mundial, viesse no 4-2-3-1, uma formação muito parecida com a do Corinthians, mas com a mudança de treinador a equipe pode jogar diferente (Rafa Benítez assumiu o time no lugar de Di Matteo).

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.