Tite se vê 'obrigado' a usar todos os reforços

Lesões e suspensões ajudam Emerson, Renan, Ramon, Alex e Weldinho a jogarem contra o Cruzeiro, no Pacaembu

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2011 | 00h00

O Corinthians considera contratado como reforço. Para o clube, todos que vêm é por terem condições de melhorar a equipe. Para a disputa do Campeonato Brasileiro foram seis contratações e, amanhã, diante do Cruzeiro, no Pacaembu, pela primeira vez o técnico Tite usará todos os recém-chegados juntos.

Em tese, portanto, não há motivos para lamentar as ausências do goleiro Júlio César, do centroavante Liedson, do lateral-esquerdo Fábio Santos e, possivelmente, de Jorge Henrique, que passará por avaliação esta manhã. Com dores na coxa, o atacante não treinou ontem e a chance de ser desfalque é boa.

Renan, no gol, e Ramon, na lateral, farão suas estreias. Emerson, na frente, faz o primeiro jogo como titular.

Weldinho segue na lateral direita, enquanto Alex saberá hoje se começa ou fica como opção. Ele é o escolhido por Tite, caso Jorge Henrique seja vetado.

Edenílson fecha o sexteto de contratados. O volante sabe que ficará no banco, mas tem a certeza de que entrará, algo frequente nas últimas rodadas.

"O sistema não muda, apenas o atleta. Não quero ficar mexendo na organização do time. A possibilidade maior é pela entrada de Ramon, Emerson e Renan", disse o técnico ontem. Apenas uma lesão ou problema de última hora tiram esses jogadores do jogo. "É por isso que falo em equipe. Está aí a oportunidade para entrar e produzir bem. É a equipe que ganha alguma coisa, e não os 11 titulares."

Ciente de que a equipe será diferente da que vem com série impressionante de sete vitórias, o treinador pede um pouco de paciência com os escolhidos. Por um motivo óbvio. "Vamos pecar no entrosamento. Às vezes vão acontecer uns erros de passe, a torcida tem de ter paciência. Contudo, os atletas estão tranquilos pois estão preparados."

Após sete jogos entrando na decorrer da segunda etapa, Emerson começará entre os 11 pela primeira vez. Apesar de não esconder a preferência de vir de trás, pelas beiradas, ele terá oportunidade de se firmar como centroavante, já que Liedson só volta daqui cinco semanas.

Renan terá sequência parecida para justificar o investimento de R$ 5 milhões nele. Trazido para assumir a vaga após algumas falhas de Júlio César, ele acabou tendo de esperar. Entra num momento bom da equipe, ou seja, sobre pressão de dar firmeza à melhor defesa do Nacional, com apenas quatro gols sofridos.

"Todos são importantes e surge o momento de cada um. Briga e rivalidade por posição vão acontecer. Mas não pode haver o "eu sou o cara, estou bem e vou jogar"", afirmou Tite, reforçando que bom desempenho pode garantir vaga a quem vai entrar.

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