Tite só não fica até o fim do ano se pedir demissão

Andrés doma oposição, mas pressão da torcida continua. Se segurança do técnico estiver em risco, ele pode sair

FÁBIO HECICO, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2011 | 03h05

Apenas uma pressão muito grande da torcida é capaz de derrubar Tite no Corinthians. E, mesmo assim, a saída viria sob justificativa de que o técnico optou por deixar o clube por causa da segurança, dele e de sua família. Ou seja, Tite pediria demissão.

Irredutível em sua palavra de manter o treinador até o fim do ano, custe o que custar, o presidente Andrés Sanchez já conseguiu domar a oposição do clube. Maior fonte de pressão pela queda do técico, os opositores foram convencidos de que a permanência de Tite até dezembro (quando acaba o contrato) é o melhor neste momento.

Andrés ganhou uma trégua no assunto Tite dentro das alamedas do Parque São Jorge e agora tenta, também, diminuir as cobranças das arquibancadas. A Gaviões da Fiel, principal organizada do clube, garante o apoio ao time e à comissão técnica. Mas algumas outras facções parecem já ter perdido a paciência.

Durante a semana, a Camisa 12 pediu a saída do treinador e enumerou os motivos numa faixa. "Precisa-se de técnico de futebol profissional. Pré-requisitos: visão de jogo, esquema tático, liderança e sede de vitórias.''

O Corinthians não vence no Brasileiro há três rodadas e caiu da liderança para a quarta posição. Amanhã, diante do Bahia, no Pacaembu, entra pressionado pela obrigação de somar três pontos para evitar aproximação ainda maior de Fluminense, Flamengo e Palmeiras na disputa por classificação à Libertadores.

Ganhar é vital também para voltar forte à briga pelo título. Batendo os baianos, o Alvinegro pode até retomar a ponta da tabela, desde que o Vasco não vença e Botafogo e São Paulo empatem.

Reunião. Ciente de que a paz pode voltar, o grupo se reuniu ontem por 45 minutos antes do treino no Parque Ecológico. O primeiro papo foi entre os integrantes da comissão técnica. Depois, Tite conversou com os jogadores. Falou sobre a importância do jogo com o Bahia e aproveitou para acalmar os ânimos entre os atletas. Alguns, entre eles Ralf, não ficaram satisfeitos com a atitude de Chicão de pedir para sair da concentração e do clássico com o São Paulo.

"Foi uma Reunião de rotina. E não tem nada de saída do Tite. Ele fica com a gente até o fim", garantiu o gerente de futebol Edu Gaspar.

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