Tite ''sofre'' com o melhor dos problemas

Diversidade de opções para o meio-campo e o ataque deixa técnico do Corinthians em dúvida [br]sobre quem será titular

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2011 | 00h00

O técnico Tite não sabe o que fazer com tantas opções para a armação e o ataque do Corinthians. Com a volta de Jorge Henrique (cumpriu suspensão) e Liedson (recuperado de artroscopia no joelho), o treinador conta com seis jogadores para apenas quatro vagas, o que o faz até perder a voz ao ser questionado sobre quem joga. "Não é mistério, quero esperar até amanhã (hoje) para definir a equipe", afirma, de cara, após fazer uma brincadeira com os jornalistas. "Hoje (ontem) eu queria estar do lado de vocês, fazendo as perguntas."

No começo do Brasileiro, com a equipe embalada por série de vitórias, o técnico não teve dúvidas em manter Alex e Emerson no banco. Tinha a desculpa de que Danilo, Jorge Henrique, Willian e Liedson estavam correspondendo e que os reservas famosos ainda precisavam de melhor preparo físico.

A história mudou quando o treinador se viu obrigado a usar Alex e Emerson. O meia "deu conta do recado" - palavras do chefe -, enquanto o atacante não pode ser crucificado por não brilhar como centroavante, função que não era a sua e, mesmo assim, o atleta se dispôs a fazer.

Preocupado em não perder o controle do grupo, Tite analisa com cuidado a situação. Sacar Emerson seria queimar o jogador. Mas deixar Liedson no banco representaria abrir mão do artilheiro do ano, com 16 gols.

E no caso de Jorge Henrique? Onde ficaria a coerência tão pregada por ele, segundo a qual um jogador que sai por cartão merece voltar, pois não deixou o time por questões técnicas. Mas seria justo frear a ascensão de Alex? Danilo parece intocável, enquanto Willian é a única opção de velocidade pelas beiradas do campo.

Bom problema. Tite ri. Um sorriso amarelo. Vê-lo esfregando as mãos é sinal de tensão. Todas as respostas sobre a formação da equipe do meio para a frente vêm depois de segundos de silêncio. Para "piorar" sua situação, daqui a 15 dias, no máximo, terá Adriano nos treinos com bola.

"Tenho seis jogadores para quatro vagas. Emerson na frente ou Liedson? Não posso arriscar, seria irresponsável. Tenho de ver com o departamento físico para saber quanto tenho de margem de segurança (tempo que o atleta aguenta em campo)", diz. "E se optar por velocidade, deixo dois jogadores aberto dos lados, mas podemos ter dois armadores de retenção, ou um de velocidade."

O técnico definirá hoje os escolhidos. Mas uma coisa é certa: como não pensa em improvisar um jogador ofensivo na lateral-esquerda, vai desagradar a duas pessoas. "É, tenho de ser competente, coerente e justo."

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