Kin Cheung/AP
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Título sul-americano é meta da seleção feminina de rúgbi

Confederação também almeja colocar time no pódio do Pan-Americano e ficar entre os dez melhores em Tóquio

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2019 | 04h30

Com uma equipe bastante renovada, a seleção brasileira feminina de rúgbi tem metas ambiciosas para os próximos anos: ser campeã sul-americana, subir ao pódio nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, e manter a permanência no Circuito Mundial de sevens. Além disso, o projeto de médio prazo inclui ficar no top 10 nos Jogos de Tóquio, em 2020, e no top 6 na Olimpíada de Paris, em 2024.

“O Sevens Feminino é uma prioridade estratégica da CBRu, e sempre adaptamos nosso orçamento para que seja uma prioridade de investimento. Até Tóquio continuaremos investindo no Sistema de Alto Rendimento, para fornecer uma plataforma estável de desenvolvimento de primeira linha e nas competições preparatórias para os grandes torneios”, explica Agustin Danza, CEO da Confederação Brasileira de Rugby (CBRu).

Ele reforça que o plano da entidade é atingir um pico de performance nos Jogos de Paris. Mesmo com a situação de recursos escassos em todas as confederações esportivas nacionais, o dirigente conta que o apoio que recebe do Comitê Olímpico do Brasil é destinado quase que exclusivamente para a seleção feminina de rúgbi sevens.

“O processo de renovação estava planejado desde antes da Olimpíada, baseado no perfil e idade das atletas. O grupo que jogou a Rio-2016 teve seu pico nessa competição, atingindo uma histórica 9.ª posição, o que nos permitiu ser membros permanentes do Circuito Mundial pela primeira vez”, afirma.

No final de 2016, depois da competição no Brasil, a CBRu iniciou o processo de renovação, trazendo o técnico Reuben Samuel, da Nova Zelândia, um treinador especializado em detecção e formação de talentos e equipes. “Com ele no comando desenhamos e começamos a implementar, em 2017, um plano de competição para a seleção adulta, e iniciamos pela primeira vez trabalhos com a seleção sub-18, visando a uma performance melhor que a anterior em Tóquio-2020, mas com pico histórico em Paris-2024”, diz.

Essa renovação da seleção feminina incluiu a inserção de jogadoras juvenis no Sistema de Alto Rendimento. Algumas remanescentes da equipe que disputou a Olimpíada no Rio, como Raquel Kochhann, Beatriz Futuro, Isadora Cerullo e Luiza Campos, continuaram na equipe, mas a maioria do time atualmente é de jogadoras jovens, com idade abaixo dos 20 anos.

Uma delas é Bianca Santos, considerada a maior revelação da modalidade. “Tenho evoluído bastante e aprendido com as meninas e o treinador. Isso tem sido bom”, explica.

Ela surgiu em um projeto social em Paraisópolis, bairro carente de São Paulo e vem crescendo desde então. “Por vir de uma comunidade, sei que as oportunidades são bem escassas. Tive de me superar e acreditar em mim para conquistar patamares mais altos. Isso que me colocou onde estou.”

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