Todos contra a Red Bull, agora na China

McLaren, Ferrari e Mercedes tentam equilibrar duelo com equipe candidata disparada à terceira vitória seguida

Livio Oricchio, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2011 | 00h00

São dois os cenários possíveis para as 56 voltas do GP da China, amanhã, às 4 horas de Brasília, no Circuito Internacional de Xangai, terceira etapa do campeonato. Se o primeiro treino livre de ontem, quando algumas equipes já simularam a corrida, for a referência, então, Sebastian Vettel e Mark Webber, salvo surpresa, poderão celebrar a terceira vitória na temporada. Após completar 23 voltas, Vettel ficou com o melhor tempo a assustadores 2 segundos e 106 milésimos de Lewis Hamilton, da McLaren, terceiro. Webber foi segundo, 615 milésimos mais lento.

Mas, se o resultado da sessão da tarde for o que vai orientar a prova, Red Bull, McLaren, Ferrari e até a Mercedes podem oferecer o melhor espetáculo do Mundial até agora.

Mais uma vez Vettel obteve o melhor tempo, 1min37s688, ao final de 34 voltas. Ocorre que Felipe Massa, da Ferrari, registrou a sexta marca, mas a 819 milésimos do alemão, atual campeão do mundo e líder na classificação, com 50 pontos, seguido por Jenson Button, da McLaren, com distantes 26 - Hamilton vem em terceiro, com 22. Nesses 8 décimos de segundo entre Vettel e Massa estão Hamilton, Button, e a dupla da Mercedes, Nico Rosberg e Michael Schumacher.

Está faltando Fernando Alonso, companheiro de Massa na Ferrari, que, com problemas hidráulicos, completou 15 voltas de manhã e 17 à tarde. Foi o próprio Alonso quem se antecipou para projetar a corrida. "Penso que aqui em Xangai tanto nós quanto a McLaren vamos estar mais próximos da Red Bull."

O espanhol aposta, portanto, no cenário do treino da tarde para dimensionar o GP da China. Massa está um pouco menos otimista. "Tudo é muito fácil para a Red Bull. Eles põem o carro na pista e de cara já vem tempo. "

"O desgaste de pneus aqui em Xangai será menor do que em Sepang", disse Vettel, confiante em outro desempenho extraordinário da Red Bull. "É possível pensarmos em duas paradas."

Há ainda o risco de chuva e, a exemplo da etapa malaia, muitas ultrapassagens devem ocorrer. "Penso que até mais do que em Sepang, porque a reta é maior e a área de frenagem no final também é larga, permitindo escolher trajetória", disse Michael Schumacher. Rubens Barrichello, da Williams, sentia-se incomodado após os treinos. "A Williams trouxe novo sistema de escapamento e outras peças complementares. Criamos expectativas, mas o carro está desequilibrado", explicou.

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