Todos têm de jogar

Antes de assumir o São Paulo, Ney Franco tinha um ponto de vista polêmico sobre o volante Casemiro: "Se quiser, será um dos melhores zagueiros do Brasil''. Ele conheceu Casemiro na seleção sub-20 campeã mundial, escalou-o como líbero nas quartas contra a Espanha e repetiu a ideia contra o Grêmio. A atuação discreta de ontem não mede se Casemiro será ou não bom líbero. A derrota mede mais. O São Paulo está a 13 pontos do líder, diferença máxima que um campeão brasileiro já tirou. É quase impossível virar.

Paulo Vinícius Coelho, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2012 | 03h08

  

A experiência de Ney Franco com Casemiro é uma projeção para o que pode ser o São Paulo no futuro. A questão é saber se há presente. Para o futuro tricolor - e do futebol brasileiro -, veja como joga o Barcelona, com saída de bola sempre pelos zagueiros. Compare com o erro grosseiro da dupla Rafael e Sandro, no primeiro gol do México, sábado. Zagueiro tem de saber jogar tanto quanto os volantes.

Vanderlei Luxemburgo costumava chamar a atenção para os cabeças de área. Não podiam jogar "com a bunda no chão'', dizia, no início dos anos 90. Tinha de levantar a cabeça. Será a missão de Casemiro, se virar zagueiro. Nunca se negou sua qualidade do passe. Falta desarme.

O Grêmio de ontem reagiu quando trocou um volante por um meia e escalou Zé Roberto como segundo homem de meio de campo. Cabeça em pé, em vez de ralar a grama, e ótimo passe, como na origem do gol da virada gremista.

Enquanto isso, o São Paulo falhou no último passe e também na defesa, nas bolas alçadas. A lição é que zagueiro tem de saber jogar, com a bola no chão - e pelo alto também. E os meias também precisam saber. Ontem, não jogaram.

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