Shizuo Kambayashi/AP
Shizuo Kambayashi/AP

Tóquio encurta distâncias para organizar Jogos de 2016

Capital japonesa aposta em concentrar 34 praças esportivas em um raio de apenas oito quilômetros

EFE,

25 de setembro de 2009 | 15h33

TÓQUIO - A candidatura de Tóquio para sediar os Jogos Olímpicos de 2016 aposta em concentrar 34 praças esportivas em um raio de oito quilômetros para vencer a disputa com Rio de Janeiro, Chicago e Madri, no próximo dia 2, em Copenhague. Desse total, 24 instalações já foram erguidas, com 18 concluídas e outras seis que precisam de reformas.

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A campanha propõe ainda construir outras dez instalações - 32% do total -, cinco provisórias para sua utilização durante as competições e outras cinco permanentes, que ficariam como legado olímpico.

A ideia de "herança olímpica" para o futuro foi um dos pontos que a campanha da capital japonesa quis destacar durante a visita em abril da Comissão de Avaliação do Comitê Olímpico Internacional (COI), como já ocorreu com os principais estádios dos Jogos Olímpicos de 1964, a primeira edição do evento que a cidade recebeu.

Para 2016, a candidatura de Tóquio assegurou que o arquiteto japonês contemporâneo mais respeitado, Tadao Ando, supervisionará um projeto arquitetônico que combine estética e respeito ao meio ambiente.

A proposta dos japoneses concentra a maioria das infraestruturas em cinco núcleos: Musubi, Yoyogi, Palácio, Ilha dos Sonhos e Bosque do Mar.

Além disso, seriam aproveitadas as instalações de Nippon Budokan, o Estádio nacional de Kasumigaoka, o Metropolitan Gymnasium de Tóquio, o estádio nacional de Yoyogi e o campo de tiro de Asaka, todas utilizadas nos Jogos de 1964.

A candidatura propõe outras sete praças esportivas independentes, embora dentro do raio de oito quilômetros no centro da cidade, e cinco estádios distribuídos pelo Japão, onde serão disputados os jogos de futebol da fase preliminar.

O núcleo de Musubi conta com sete dos locais propostos para competições esportivas, além do centro de imprensa e da Vila Olímpica.

Seu destaque fica por conta do novo estádio olímpico, com capacidade para 100 mil espectadores, situado na baía de Tóquio, flutuando "virtualmente" sobre a água.

Já o núcleo de Yoyogi inclui o Park Arena, o antigo estádio olímpico, o Metropolitan Gymnasium de Tóquio e o Estádio Nacional de Kasumigaoka, enquanto o complexo do Palácio conta com o Nippon Budokan, o jardim do Palácio Imperial e o Tokyo International Forum.

A Ilha dos Sonhos, na baía de Tóquio, abrigará o centro internacional de natação Tatsumi, um estádio, o campo de tiro com arco e o complexo esportivo Youth Plaza.

O chamado Bosque dos Sonhos foi projetado com o objetivo de se transformar em uma fonte de oxigênio para Tóquio, que tem mais de 12 milhões de habitantes, e incluirá as instalações de cross-country, o parque aquático do Bosque do Mar e uma área para provas de ciclismo.

As sete instalações independentes são a Kokugikan Arena, a zona de slalom Kasai (pendente de construção), a marina olímpica Wakasu (pendente de construção), o velódromo Seaside Park, o estádio de Hockey Seaside Park, o Ohi Racecourse e o campo de tiro de Asaka.

As eliminatórias do futebol se realizariam no Estádio de Tóquio em Chofu, no Sapporo Dome, em Saitama (norte de Tóquio), em Yokohama (sul de Tóquio) e Osaka, todas em estádios já prontos.

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