Tóquio nega risco nuclear para Olimpíada de 2020

Os responsáveis pela candidatura de Tóquio a sede dos Jogos Olímpicos de 2020 e o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, tentaram minimizar as preocupações em relação ao risco de contaminação nuclear a partir da central de Fukushima, neste sábado, durante a apresentação final aos membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) em Buenos Aires, onde vão escolher a cidade que vai sediar a Olimpíada que sucederá os Jogos do Rio.

AE-AP, Agência Estado

07 de setembro de 2013 | 12h56

Em 2011, a central nuclear de Fukushima foi afetada por um terremoto, seguido de um tsunami, que atingiu o Japão. Mas Abe garantiu que a situação está controlada. "A situação está sob controle, não houve nunca e tampouco haverá qualquer impacto sobre Tóquio", afirmou.

O assunto foi o alvo das principais perguntas dos membros do COI. Mas o primeiro-ministro japonês lembrou que Tóquio está a 220 quilômetros de Fukushima, distante, portanto do epicentro da crise nuclear. "O impacto da água contaminada foi bloqueado em 0,3 quilômetros quadrados", disse Abe.

Tóquio já sediou uma edição da Olimpíada, em 1964, e aposta nessa experiência para voltar a receber o evento. Além disso, durante a apresentação, os responsáveis pela candidatura lembraram que o país conta com toda a infraestrutura necessária para os Jogos Olímpicos pronta. "Votar por Tóquio é votar em uma entrega garantida", disse Tsunekazu Takeda, presidente do Comitê Olímpico Japonês.

Além de Tóquio, as cidades de Istambul e Madri também disputam o direito de sediar os Jogos Olímpicos de 2020. A votação e o anúncio da cidade que receberá o evento acontecem ainda neste sábado em Buenos Aires.

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