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Torben e Marcelo mantêm ponta na Star

Torben Grael é um dos mais respeitados velejadores do mundo. Não à toa. Nesta quarta-feira, conseguiu uma brilhante recuperação na segunda regata do dia da classe Star na raia de Ágios Kosmas, saindo do 11º lugar para o sétimo, depois de terminar em quinto pela manhã. Nesta quinta-feira, com seu proeiro Marcelo Ferreira, Torben pode ser campeão antecipado e pode perder até 15 pontos, que garante o ouro. Seria sua quinta medalha olímpica - o segundo ouro. "Estamos mantendo a média muito boa, mas não tem nada de confortável, não. Confortável é estar em casa. Não tem nada de já-ganhou e todos tivemos um exemplo disso hoje", disse o líder da classe Star, referindo-se à Mistral, onde o brasileiro Ricardo Winicki, o Bimba, acabou perdendo todas as excelentes chances que tinha de ganhar medalha. Ventos inconstantes e fracos favorecem velejadores que tenham mais experiência, como é o caso de Torben. A regata é tática, não de velocidade. Mas os riscos também são maiores. A recuperação da segunda regata nesta quarta-feira, por exemplo, foi bem "sofrida", porque "com ventos fracos o desgaste psicológico é pior, a tensão é muito grande". O desafio é ir mantendo a concentração. Torben é conhecido principalmente na Itália, e depois da primeira campanha como tático do barco "Luna Rossa" na America´s Cup. Fama - Torben tem status de superstar na Europa e na Oceania. "A vela oceânica conta com personagens quase míticos. Essas grandes regatas pelos mares do mundo têm uma aura maior que a competição olímpica. Nos grandes barcos, os velejadores são vistos como lobos-do-mar. Existe essa visão romântica, sim", diz o jornalista português Jorge Figueira, da Agência Lusa. A Oceania, com cidades "esquinas do mundo" - caso da australiana Sydney e da neozelandesa Auckland - tem toda admiração pelos velejadores e por Torben. Megan McKay, jornalista especializada do Comitê Olímpico Australiano, conta: "Ele é um grande velejador, velho conhecido nosso, muito respeitado." Michele Tognozzi é da revista "Fare Vela" italiana e garante que Torben é "muito conhecido" em seu país. "Aquela America´s Cup foi incrível. Assistíamos no nos bares, de madrugada, como uma Copa de Futebol. Todos sabiam que ele era o tático do ´Luna Rossa´. Ainda mais porque passou muito tempo na Toscana, treinando em Punta Alta. Na Itália, o Torben ficou conhecido como ´O Homem do Vento´. Ele é muito instintivo." E se a população italiana conhece Torben pela vela oceânica, nos meios especializados "sabemos que ainda é um grande atleta olímpico, com quatro medalhas entre as classes Soling (prata em Los Angeles/84), e Star (bronze, ouro, e bronze em Seul/88, Atlanta/96 e Sydney/2000)". As pessoas das ruas podem não saber disso, continua o jornalista, mas querem que o brasileiro seja o tático do ´Luna Rossa´ novamente. Itália, França, Portugal, Espanha, Inglaterra, lembra Michele, são países com séculos e séculos de navegação. "Esses vários povos se aventuravam pelo mar. Deve vir daí a admiração também pelos velejadores de hoje e pelas tripulações dos grandes barcos. "O Torben, com certeza, está entre eles."

Agencia Estado,

25 Agosto 2004 | 11h40

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