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Torben e Marcelo recebidos com festa

A conquista da medalha de ouro na classe Star pelos iatistas Torben Grael e Marcelo Ferreira na Olimpíada de Atenas foi coroada nesta segunda-feira, com a calorosa e emotiva recepção que a dupla teve durante a chegada ao Brasil. Ao desfilarem no carro do Corpo de Bombeiros pelas ruas de Niterói, no Grande Rio, onde moram e treinam, os dois foram aclamados pelas pessoas com gritos de felicitações, agradecimentos, além de disparos de fogos de artifício. "Foi uma chegada diferente para nós velejadores, que estamos acostumados a viajar e voltar despercebidos. Agradeço a todos vocês", emocionou-se Torben Grael, ao final de cerca de duas horas de carreata, que começou no Aeroporto Internacional Tom Jobim e terminou no Rio Yacht Club, em Niterói. Em seguida, Marcelo Ferreira também não conteve a euforia pela recepção organizada. "É uma emoção tão grande quanto receber a medalha. É até mais calorosa, porque aqui estamos vendo o rosto dos amigos, das nossas famílias", admitiu. Mesmo sem contar com escolta policial, a carreata transcorreu sem problemas, ao contrário do desembarque das duplas medalhistas do vôlei de praia, Ricardo/Emanuel e Adriana Behar/Shelda, que aconteceu na sexta-feira, quando policiais militares impediram os torcedores de se aproximarem dos atletas. A festa era tanta que, em determinado momento, partidários de alguns candidatos à prefeitura de Niterói se confraternizaram e acompanharam o carro do Corpo de Bombeiros defendendo cada qual o seu político. Cerca de 100 crianças, muitas participantes do Projeto Grael, de Niterói - criado há nove anos para ensinar noções náuticas a alunos de escolas públicas, entre 9 e 21 anos -, também estiveram presentes à festa e foram as que mais assediaram os dois medalhistas. No trajeto, o cansaço pela desgastante campanha olímpica - foram 30 dias longe do Brasil - era visível no rosto de Torben e Marcelo, que ainda assim atenderam a todos com simpatia. Mas, tempo para descansar é o que Torben e Marcelo menos terão. Já no domingo, eles voltarão a competir no Campeonato Brasileiro de Star, em Brasília. Na semana seguinte, estarão em São Paulo, participando de um Match Race, em Ilhabela. Sobre os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, os iatistas não esconderam o desejo de tentar a conquista da terceira medalha de ouro na Star. "Vai ser divertido porque as condições de vento em Brasília são parecidas com Atenas", revelou Torben. Em seguida, ele falou sobre Pequim: "Se continuarmos velejando nesse nível, provavelmente, estaremos na China." Antes dos Jogos de Pequim, Torben e Marcelo querem superar outros desafios, como montar uma equipe brasileira para a disputa da Volvo Ocean Race, tradicional regata ao redor do mundo, prevista para ocorrer entre novembro de 2005 e junho de 2006, ou participar da America´s Cup, outra competição nobre da Vela, programada para Valência, na Espanha, em 2007. A condição de maior atleta olímpico do Brasil não tirou a serenidade de Torben Grael, que já totalizou cinco medalhas na história dos Jogos: duas de ouro (em Atlanta/1996 e em Atenas/2000, ambas pela classe Star), uma de prata (em Los Angeles/1984, pela classe Soling) e duas de bronze (em Seul/1988 e em Sydney/2000, também pela Star). Nesta segunda-feira, mantendo a discrição característica, ele lembrou que nunca planejou o inédito título. "Estou há 20 anos na vela e isso que aconteceu foi uma conseqüência, porque a gente não compete pensando em se tornar o maior atleta do Brasil", destacou o paulista Torben Grael, de 44 anos. "Mas isso foi algo que me trouxe uma grande satisfação e me deixou orgulhoso."

Agencia Estado,

30 Agosto 2004 | 16h59

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