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Torben faz planos para classe oceânica

Os próximos quatro anos serão intensos para Torben Grael, com muitos planos relacionados aos chamados "big boats", ou grandes barcos, da classe oceânica. De certa forma, são eles que atestam o rótulo dos chamados "grandes velejadores", obrigados a enfrentar situações bem adversas como ventos furiosos, ondas gigantes. Desafios em meio aos mares de latitudes baixas, como lembra o brasileiro. Lá mais para baixo, em direção ao Pólo Sul. Mas Torben também não deixará a classe Star, barco considerado muito sensível em sua regulagem. Neste próximo ciclo de quatro anos, além da vela oceânica, Torben estará com o proeiro Marcelo Ferreira nas disputas da classe Star, no barco que já considera parte de seu corpo e no qual conquistou a medalha de ouro nos Jogos de Atenas. O primeiro projeto é um barco brasileiro - que seria construído no Brasil, apesar da falta de tradição do País com esses grandes barcos grandes de competição - para a Volvo Ocean Race. Essa é uma regata de volta ao mundo - mais que tradicional, a mais antiga da história -, disputada por veleiros construídos a milhões de dólares e tecnologia das mais sofisticadas e avançadas. O sonho vem de longe. E é um sonho mesmo, diz Torben, que já correu uma etapa dessa regata. O projeto está a cargo de Alan Adler, velejador da geração de Torben, e a definição quanto a participar ou não da Volvo deverá ser muito em breve, segundo explica o campeão olímpico, porque é preciso tempo para preparar barco e tripulação: a volta ao mundo será entre novembro de 2005 e junho de 2006. A America´s Cup, também tradicionalíssima (começou em 1871), mas como barco contra barco (regata chamada de "match race"), será em 2007, em Valencia, na Espanha. É outra competição em que Torben Grael poderá participar. Já esteve em duas, disputadas nas águas de Auckland, na Nova Zelândia. Da primeira vez, o barco italiano em que era tático, o "Luna Rossa", venceu a dificílima competição classificatória - a Copa Louis Vuitton - e ganhou o direito de ser o desafiante do barco neozelandês que estava em posse da taça. Os neozelandeses mantiveram seu troféu e em 2002 a America´s Cup foi de novo em suas águas. Mas o barco suíço desafiante, o "Alinghi", venceu, levando a copa para a Europa depois de 150 anos. Essa participação, segundo Torben, lhe deu muita experiência - até para, nesta Olimpíada de Atenas, fazer várias regatas de recuperação (a chave do ouro antecipado, como observou). De novo! - Nesta 32ª edição, a classificatória Louis Vuitton será bem antes (agora, em setembro e outubro, em Marselha, na França, e Valencia), separada da America´s Cup. Os italianos que gostam de vela querem Torben novamente em seu barco, como tático, mas por enquanto não existe nada definido. "Tenho apenas alguns contatos", disse Torben, que neste quadriênio fará competições de Star em paralelo com a vela oceânica. A próxima, "para dar uma força" à classe no Brasil, será o Brasileiro de Star, de 4 a 7 de setembro: e será Brasília a ter o privilégio de acompanhar a dupla de dois ouros olímpicos.

Agencia Estado,

27 Agosto 2004 | 16h42

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