Torben Grael, realizado, faz balanço positivo do Brasil 1

Um balanço bem positivo foi feito pelo comandante Torben Grael da participação do Brasil 1 na regata de volta ao mundo Volvo Ocean Race - pela primeira vez, em 33 anos, a prova teve um barco brasileiro. O terceiro lugar na classificação, entre sete barcos, a vitória na oitava etapa, entre Portsmouth (ING) e Roterdã (HOL), e os vários pódios é excelente para especialistas em classes olímpicas e novatos em volta ao mundo. Os organizadores podem montar uma campanha com dois barcos em 2008/2009, se obtiverem recursos. O projeto do Brasil 1 custou US$ 15 milhões. Segundo divulgaram jornais espanhóis, o barco será comprado pela Volvo e será repassado a equipe espanhola para que o Movistar, que afundou, cumpra compromissos com patrocinadores. O Brasil 1 será o Movistar. Neste domingo, o Brasil 1 recebeu o prêmio pelo terceiro lugar na volta ao mundo, atrás do holandês ABN 1 e do americano Piratas do Caribe, numa grande festa realizada na Vila da Regata em Lindholmen. O comandante Torben Grael, que viaja nesta segunda-feira para Valência (ESP) para disputar a America?s Cup, citou como ponto forte da campanha a união da equipe. ?O ambiente foi bom a bordo e com o pessoal de terra. Acertamos nas escolhas?, disse Torben, que mudou o navegador logo no início da regata - trocou a australiana Adrienne Calahan pelo holandês Marcel Van Trieste. Apontou também pontos fracos. ?Não tivemos tempo de fazer uma boa preparação e ter o barco pronto para a volta antes dela começar.? Torben, de 45 anos, citou como o pior momento da campanha nos oito meses de competição e 100 dias no mar, a quebra do mastro na segunda perna e a regata local de Melbourne ?que estávamos liderando e terminamos em quinto lugar?. E ainda na chegada ao Rio, quando a tripulação errou uma manobra quando estava em segundo e terminou em quarto. A partir de Fernando de Noronha, na quinta etapa, o Brasil 1 viveu seus melhores momentos. ?Tivemos uma seqüência de grandes resultados e só ficamos fora do pódio uma vez. Destaco o pódio em Nova York e a vitória na Holanda e o segundo lugar na regata em Roterdã.? O terceiro lugar na classificação foi definido por Torben como grande sucesso, mas para um velejador tão competitivo quanto ele fazer uma nova volta ao mundo ?teria de embarcar com chances de ir ainda melhor. Fazer outra simplesmente para participar acho difícil?. Está mais velho, ganhou rugas, mas apreciou a experiência. Além do desafio esportivo, que o motivou, foi obrigado a aprender sobre relacionamento. ?Cresci nesse aspecto e agradeço aos que me ajudaram no processo, principalmente a tripulação.? Sobre se ainda falta conquistar algo na vela, após seis campanhas olímpicas e cinco medalhas, a America?s Cup e a volta ao mundo, Torben Grael disse que ainda tem muito a fazer. ?Parto para outra America?s Cup, vou tentar vaga na Olimpíada, mas se tivesse de parar agora estaria plenamente realizado, com certeza.?

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