Torcedoras querem virar atletas nos EUA

Associação de Colégios avaliará pedido para transformar a atividade, popular no país, em modalidade esportiva

KATIE THOMAS - The New York Times, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2011 | 00h00

Todos os anos, centenas de milhares de alunas do ensino médio vestem uniformes de chefe de torcida e outras tantas dão continuidade a esta tradição na faculdade, assumindo seu lugar numa próspera atividade dos Estados Unidos, que existe há quase tanto tempo quanto o futebol americano.

Apesar de o termo chefe de torcida, ou cheerleader, evocar a imagem de pompons coloridos e saias plissadas, suas praticantes têm recorrido nos últimos anos a feitos atléticos cada vez mais impressionantes por sua força física e graciosidade. Conforme foram aperfeiçoados os saltos mortais e as pirâmides humanas e ganharam ambição as coreografias de solo, veio à tona uma pergunta complicada que mexe com as emoções: o cheerleading se tornou um esporte?

Para um grande número de mulheres - especialmente aquelas que estiveram na vanguarda da luta pela igualdade entre os gêneros no esporte universitário - durante muito tempo a resposta foi não.

Mas outras torceram o nariz diante do que consideraram um insulto. Por que liderar a torcida não deveria ser um esporte, já que a prática exige um complexo conjunto de habilidades técnicas, vigor físico e muita coragem?

Agora, dois grupos estão pedindo que se reconheça uma nova modalidade de cheerleading como um "esporte emergente" para as mulheres, algo que prenuncia a concessão do status pleno de modalidade esportiva.

Se a proposta for aceita, dúzias de programas podem começar a financiar as equipes de chefes de torcida, recrutando atletas por meio de bolsas de estudos e enviando-as para participar de um campeonato nacional.

Se esta forma mais atlética de cheerleading evoluir para um esporte de competições acirradas e padrões rigorosos, os programas atléticos universitários poderão contar as novas equipes entre as iniciativas que atendem à lei federal que proíbe a discriminação entre gêneros na educação.

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