PAN/Divulgação
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Torcedores levam 600 bonecos do Chapolin para Lima e já projetam Tóquio

Diversos atletas já ganharam de presente, como o nadador norte-americano Nathan Adrian

Paulo Favero, enviado especial a Lima, O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2019 | 16h19

Eles parecem se multiplicar nas arquibancadas das áreas de competições dos Jogos Pan-Americanos de Lima. O visual é inconfundível: uma fantasia azul com um coração amarelo no peito. A todo momento aparecem nos telões dos ginásios, nas transmissões televisivas e são atração na capital peruana.

Os Chapolins Torcedores, como o grupo foi batizado, distribui sorrisos e passa energia para os atletas brasileiros. Também distribuem os Medalhitos, mascote criado por eles como forma de identificação e que é uma miniatura do personagem Chapolin, mas na cor azul. Diversos atletas já ganharam de presente, como o norte-americano Nathan Adrian.

O amuleto é dado aos montes, principalmente aos atletas brasileiros depois da competição. Mas muitos estrangeiros também receberam seus exemplares e gostaram do presente. Também pudera. O grupo que está em 13 pessoas em Lima trouxe 600 unidades dos Medalhitos, em seis pacotes grandes.

É muito raro ver uma torcida organizada, ou "Barra", como dizem em espanhol, em eventos de modalidades que não sejam o futebol.  E o grupo, no início formado por quatro paraenses apaixonados por esportes, começaram essa trajetória nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em 2011, no México.

A fim de conquistar a torcida local, os brasileiros resolveram se fantasiar de Chapolins, personagem famoso e simpático criado para uma série televisiva mexicana e que faz muito sucesso em outros países. A mudança nas cores - o original é vermelho - serviu para dar um toque mais brasileiro à fantasia.

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A presença daqueles torcedores foi um sucesso imediato no Pan de Guadalajara e o grupo então quis fazer o mesmo nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Em um primeiro momento, mudaram o uniforme e se fantasiaram de guardas da Rainha, algo emblemático no Reino Unido. Mas a repercussão não foi a mesma.

Então os torcedores foram para a final do futebol masculino, entre Brasil e México, e decidiram retomar a velha fantasia de Chapolin. A repercussão novamente foi grande e eles perceberam que, independentemente do local que estivessem, a identidade daquele grupo estava no super herói atrapalhado.

Desde então, o grupo foi crescendo e esteve nos Pans de Toronto e agora em Lima, e nos Jogos Olímpicos do Rio. Atualmente, conta com mais de 30 pessoas, mas nem sempre todas conseguem ir para as competições (os eventos de handebol são outra paixão dos Chapolins Torcedores).

As despesas nos eventos são custeadas graças a uma vaquinha mensal entre os próprios integrantes e o Pan de Lima nem acabou, mas eles já estão se preparando para os Jogos de Tóquio. Eles chegaram em Lima no dia 25 e ficam até o final. E depois já começam a pensar nas coisas que poderão fazer para ajudar o Time Brasil nas arquibancadas japonesas.

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