Torcedores levam sinalizadores à quadra da Gaviões da Fiel

Modelos eram diferentes do que causou tragédia na Bolívia, mas são proibidos nos estádios

O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2013 | 02h07

SÃO PAULO - Cerca de 600 corintianos foram à quadra da principal torcida organizada do clube, na região do Bom Retiro, para assistir à vitória sobre o Millonarios. Apesar dos incidentes na semana passada, com a morte do torcedor Kevin Beltrán atingido por um disparo de sinalizador na Bolívia, os torcedores levaram sinalizadores para a comemoração na quadra da escola. Os modelos, no entanto, eram diferentes do sinalizador naval que causou a tragédia, mas são proibidos nos estádios brasileiros.

Com coreografias improvisadas, gritos de guerra e cantos tradicionais, os torcedores fizeram um show particular, alheio à partida. Quem estava no fundo da quadra da escola não conseguia ver o jogo por causa dos telões; os cantos abafavam a narração mais esgoelada.

Poucos se lembraram de que o time estava distante apenas cerca de dez quilômetros no estádio do Pacaembu. "É o mesmo clima da Libertadores do ano passado quando o time jogava fora e a gente torcia à distância", disse o auxiliar administrativo Carlos Augusto Gomes.

Quem não se esqueceu de que a partida era em casa, tentava compensava a distância com energia para torcer. "A força da torcida vai sair daqui e chegar até o Pacaembu. Os jogadores vão sentir que estamos aqui e não sentir falta", disse a torcedora Ariane Santos Ribeiro.

De forma simbólica, a torcida superou o clima triste da última partida, pelo Campeonato Paulista, quando fez homenagens ao torcedor Kevin Beltrán.

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