Fernando Paulino Neto|Estadão
Fernando Paulino Neto|Estadão

Torcedores se frustram com desorganização antes de jogo de rúgbi

Público enfrenta dificuldades para entrar em partida do Brasil

Fernando Paulino Neto e Robson Morelli, O Estado de S.Paulo

23 de abril de 2016 | 18h13

Tinha tudo para ser um ótimo programa de sábado no feriado para a família Zaben, de Americana. Durante a semana, José Luís e as filhas Giovana e Vitória planejaram tudo direitinho. Compraram ingresso pela Internet para vir a São Paulo assistir a seleção brasileira de rúgbi no Allianz Parque, casa do Palmeiras. José Luís só cometeu um pequeno erro.  Direcionou a setinha do mouse para a opção "retirar na bilheteria", e clicou. Não contava com a fila de uma hora para pegar o ingresso.

A frustração foi imensa. Ele e as filhas, todos palmeirenses e frequentadores habituais do estádio, lamentaram. "Nos animamos para vir por ser um esporte diferente que a gente gosta de ver, ser um jogo oficial da seleção brasileira. Ainda mais no ano da Olimpíada no Brasil,  a gente quer participar", disse José Luis, conformado: "Agora são 140 quilômetros de estrada para voltar."

Sorte deu o torcedor que estava do lado de fora da fila ainda lamentando, quando Daniela Silva começou a gritar. "Quem quer um ingresso? Só tenho um. R$ 20!". Antes que ela respondesse a um outro que oferecia R$ 50, ela já tinha se desfeito pelo preço da bilheteria. "Não quero lucrar. Uma amiga minha desistiu e só quero o dinheiro de volta", disse Daniela.

Em meio à desinformação, algumas atendentes com colete verde limão e a inscrição em preto "posso ajudar?", não conseguiam fazer nada. "Não somos da organização. Somos voluntários. Nos deixaram aqui sozinhos", disse uma das atendentes. Ela disse ainda que os organizadores não esperavam o público tão grande e botaram poucas pessoas para trabalhar.

Na fila há uma hora com o jogo já em andamento,  Fabiana Costa não escondia o descontentamento.  Ela, o marido e três filhas pequenas sofriam  na fila para trocar o ingresso no line.  Mas de alguma maneira deram sorte,  porque conseguiriam ver pelo menos parte do jogo. Até mesmo na fila de prioridade,  a espera não era inferior a 40 minutos.

ORGANIZAÇÃO

Segundo Sônia Reis, funcionária que trabalha na administração do Allianz Parque, a arena e o Palmeiras não foram os responsáveis pela organização do evento. Esta teria ficado toda a critério da Confederação Brasileira de Rugby, que determinou o número de guiches disponíveis para o público.

 

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