Torcedores sugerem pintar o rosto de preto como protesto

As desavenças entre jogadores de Palmeiras e Atlético-PR no primeiro duelo das oitavas de final da Copa do Brasil, em São Paulo, que viraram caso de polícia, levaram alguns torcedores a iniciarem um movimento em comunidades de relacionamento na internet. O pedido é que quem for ao estádio hoje pinte o rosto de negro, como protesto contra as declarações racistas do palmeirense Danilo ao atleticano Manoel.

Evandro Fadel, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2010 | 00h00

Mas até ontem não havia ocorrido nenhum ato de hostilidade contra a equipe paulista. A chegada do Palmeiras no Aeroporto Afonso Pena, na noite de segunda-feira, foi tranquila. No hotel em que a equipe está concentrada, no centro de Curitiba, também não ocorrem problemas.

"É a imprensa que está criando esse clima de hostilidade", disse o torcedor André Luiz Vieira. "Na cidade, não há o que estão falando." Na verdade, os torcedores ainda estão abatidos pela perda do título estadual para o Coritiba, com derrota por 2 a 0, no domingo.

Em busca da reação, o técnico Leandro Niehues manteve o mistério sobre a escalação. A principal ausência é o meia Paulo Baier, expulso no Palestra Itália. O mais provável é que Netinho seja seu substituto. O treino de ontem foi fechado à imprensa, mas, quando os jogadores faziam finalizações, o atacante Bruno Mineiro, que não participou do clássico contra o Coritiba, e o volante Valencia, que terminou o jogo com dores na sola do pé direito, não estavam em campo. O zagueiro Rhodolfo não enfrentou o Coritiba, mas está confirmado.

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