Torcida carrega Brasil e afunda Canadá no pólo aquático

Canadenses e brasileiros foramunânimes em creditar para a torcida a responsabilidade pelavitória que colocou o Brasil na final do pólo aquático, nestaquarta-feira. "Nosso time errou tudo que podia. Toda vez que tivemoschances de colocar a bola no gol nós erramos. Meus jogadoresnão estão acostumados a jogar com esse tipo de torcida. Elesficaram muito nervosos. O pólo aquático só vê este tipo depúblico em competições de primeiro nível na Europa", disse otécnico canadense Dragan Jovanovic. O pólo aquático sempre foi um esporte que se desenvolveuquase na clandestinidade das piscinas noturnas. Ver aarquibancada lotada com a torcida comandada por animadoresprofissionais mudou a cara do jogo pelas semifinais. "A torcida foi de outro planeta. Nunca vi nada assim naminha vida", disse Leandro Machado, lembrando que onde a forçada torcida não funcionou, o goleiro "Pará" resolveu. André Cordeiro, goleiro milagroso do Brasil, concorda. "Sea gente ganhar o ouro, vai ser metade da torcida, metade dotime", disse ele. Uma velha piada de outros esportes ilustra bem a diferençaentre o pólo aquático e um esporte de massa como o vôlei: "Novôlei os torcedores conhecem o nome de todos os jogadores. Nopólo os jogadores conhecem o nome de todos os torcedores." No quarto final e decisivo do jogo contra os canadenses, atorcida contribuiu para que a defesa do Brasil fosseintransponível. Os jogadores estavam atuando com tanta garra e com tantavontade que poucos minutos antes do final da partida, quando umdos juizes marcou uma falta contra o Brasil. Um dos jogadoresbrasileiros deixou o banco de reservas disposto a tomarsatisfações pessoais com o árbitro. Foi contido por um dosauxiliares técnicos, que aos berros lembrou ao atleta que apartida estava ganha.

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