Torcida cobra técnico, mas aplaude os 3 a 0

Seleção não brilha na fácil vitória sobre o Canadá

Erica Akie Hideshima, O Estadao de S.Paulo

24 de julho de 2007 | 00h00

Duas horas antes da estréia da seleção brasileira masculina de vôlei no Pan, diante dos canadenses, o ginásio do Maracanãzinho já estava cheio. Alguns torcedores levaram seu protesto contra o corte de Ricardinho, espalhado em faixas e cartazes na arquibancada: ''''Bernardinho, você é ouro, mas o Ricardinho é ''''o cara'''''''', ou ''''Ricardinho, número 17, o melhor jogador do mundo'''', ''''Volta, Ricardinho!'''', ''''Queremos Ricardinho!'''' e ''''Ricardinho, amamos você''''.Na apresentação da equipe, uma minoria vaiou o anúncio do nome de Bernardinho - as vaias foram logo abafadas por palmas. Bastou o início do jogo para que mais de 8 mil pessoas gritassem o nome do levantador, enquanto Marcelinho se preparava para o primeiro saque.Quando o Brasil vencia por 24 a 18, Bernardinho tirou André Nascimento e Marcelinho para colocar Anderson e Bruno, seu filho. Surpreendentemente, Bruno foi vaiado. Mas, na seqüência, todo o ginásio gritou o nome do levantador. No segundo set, quando o Brasil dominava por 24 a 17, o técnico preferiu não repetir a substituição. Até o fim do jogo, Bruno e Anderson não entraram mais em quadra.A vitória, por 25/19, 25/18 e 25/17, não conseguiu esconder que o clima não anda dos melhores. Em quase todas as paradas técnicas, os jogadores mal olhavam Bernardinho, que tinha de se aproximar de cada um para dar instruções. ''''As vaias são naturais, nos colocam numa dimensão mais humana, acabando com a história de que a unanimidade é burra. Quantas vezes fui vaiado porque não queriam me ver jogar?'''', disse Bernardinho, no fim da partida.Para o líbero Escadinha, as vaias ''''pegaram o time de surpresa''''. ''''Esse é o time do momento, perdemos o Ricardo e ele é importante. Não esperava isso da torcida, mas todo mundo tem de entender essa situação.'''' Giba disse não ter ouvido vaias: ''''Só ouvi incentivos ao Bruno.''''

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.