Torcida corintiana vai a treino e ameaça

Cerca de 30 integrantes da Gaviões da Fiel pressionaram os jogadores no Parque São Jorge

Cosme Rímoli, O Estadao de S.Paulo

01 de outubro de 2007 | 00h00

''''Se não der no amor, vai ter de ser no terror. O Corinthians não pode ser rebaixado. Aqui não é Palmeiras! Esses caras que se cuidem, tenham vergonha na cara e joguem bola'''', ameaçava ontem à tarde um membro da Gaviões da Fiel.E quase foi cumprida ontem a promessa da torcida de agredir o time que perdeu sábado para o Sport, no Pacaembu, por 2 a 1. Resultado que manteve a equipe na zona de rebaixamento.Foram necessários cinco carros da Polícia Militar para conter cerca de 30 revoltados torcedores ontem de manhã, no Parque São Jorge. Se não fossem os policiais, os assustados jogadores seriam agredidos. Principalmente os marcados Edson, Gustavo Nery, Rosinei e Betão.''''Eu sabia que os torcedores iriam ameaçar os jogadores. Por isso tinha providenciado o reforço policial'''', disse o vice de futebol, Antoine Gebran. A pressão já havia começado no Pacaembu, quando os torcedores pressionaram Aílton. O meia conversou com os corintianos que o xingavam. ''''Eu não fugi porque tenho vergonha na cara. Não estou fazendo nada de errado. A torcida tem de estar do nosso lado'''', disse o meia.E ontem a pressão foi generalizada. Como são sócios do Corinthians, eles tiveram livre acesso ao clube. Chegaram e passaram a xingar o treinamento dos reservas, que não jogaram sábado. Os titulares faziam apenas reavaliação física.Os torcedores xingavam principalmente Edson. O lateral se irritou e devolveu os palavrões - e foi além: mandou beijinho à torcida. Os manifestantes tiveram de ser contidos para não subirem no alambrado.Em seguida, seguiram até o estacionamento e foram parando os carros. O primeiro foi o de Betão. O capitão do time ouviu palavrões e ameaças. E ainda foi incumbido de avisar para Edson, Gustavo Nery e Rosinei se ''''cuidarem'''', porque estão enganando a torcida. A queixa maior é que Gustavo Nery e Rosinei inventam contusões para fugir de jogos importantes. Nem o veterano Vampeta conseguiu acalmar a torcida: ouviu as mesmas ameaças. O técnico Nelsinho Baptista foi poupado da ira dos torcedores.

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