Torcida do São Paulo pede cabeça de Juvenal

Muros do CT do São Paulo são pichados, com ofensas ao presidente e pedido para que renuncie. Ele diz que modernizou o clube

FERNANDO FARO , O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2012 | 03h06

Acostumado a comandar o clube com pulso firme e sem uma oposição capaz de enfrentá-lo, Juvenal Juvêncio começa a sentir na pele a fúria da torcida. A exemplo do que aconteceu na derrota para o Vasco, o presidente foi eleito o vilão e ouviu xingamentos e pedidos de renúncia ao cargo. Na madrugada de ontem, após a derrota para o Atlético-GO, os muros do CT da Barra Funda foram pichados com ofensas, rapidamente apagadas.

Esse foi apenas o último de uma sequência de episódios que vêm ganhando tons cada vez mais elevados e as cobranças podem ficar mais fortes. O ponto central da briga foi a mudança estatutária que aumentou de dois para três anos o mandato do presidente e abriu uma brecha jurídica para seu terceiro mandato consecutivo. Os torcedores tratam a iniciativa como "golpe".

Conhecido por seu temperamento forte, Juvenal avisa que não irá ceder à pressão e mostra seus argumentos para se defender. "Antes de eu assumir, o São Paulo ficou dez anos fora da Libertadores e não ganhava títulos. Entrei como dirigente, ganhamos tudo, modernizamos o clube e o estádio e o que o pessoal faz? Esquece. Na hora da conquista, os jogadores ganham. Quando perde é o Juvenal. Fui eleito de maneira incontestável pelo Conselho Deliberativo, tudo dentro da legalidade do clube", rebateu ao Estado.

O embate deve ganhar novos capítulos no domingo, quando a principal torcida organizada promete uma manifestação na porta do Morumbi antes do jogo contra o Flamengo. Dificilmente Juvenal não terá seu nome lembrado e será um dos mais cobrados. A tensão deve aumentar, mas ele avisou que está preparado para aguentar. "Sou nascido na guerra, tenho espírito de guerra e estou preparado para guerrear. Estou fazendo o que acho melhor para o clube, não dormi após a derrota em Goiânia, mas sei que não tenho a capacidade de agradar a 17 milhões de torcedores todos ao mesmo tempo."

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