Torcida japonesa, o desafio do Brasil

Contra as anfitriãs, seleção vai precisar repetir na semifinal de amanhã as boas atuações da primeira fase. Rússia e EUA lutam pela outra vaga na decisão

Valéria Zukeran, O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2010 | 00h00

Saque e defesa serão ingredientes fundamentais para a seleção brasileira feminina de vôlei no primeiro confronto decisivo do Campeonato Mundial do Japão, amanhã, às 7 horas de Brasília. A equipe comandada por José Roberto Guimarães enfrentará praticamente toda a torcida do Ginásio Nacional Yoyogi, no jogo contra as donas da casa, em Tóquio. Vale lembrar, para quem considera as japonesas freguesas por causa das 62 vitórias brasileiras em 96 jogos, que as adversárias estiveram entre as algozes da seleção no Grand Prix deste ano.

A oposto Sheilla tem a noção exata do que a seleção vai enfrentar. "Conhecemos muito bem a equipe do Japão. Já jogamos contra elas algumas vezes este ano", lembra. "Acho que vai ser muito equilibrado, decidido ponto a ponto. As japonesas evoluíram muito e, além disso, jogam em casa. Teremos de sacar e defender muito bem contra elas", avalia.

Sheilla tem feito um Mundial de superação. Apesar da incômoda contusão na região lombar, a jogadora participou de quase todos os confrontos até agora - 8 dos 9 jogos em 12 dias de competição. Tudo pelo sonho de estar entre as primeiras brasileiras a se tornarem campeãs. "A lombar incomoda, mas estou fazendo tratamento intensivo e sendo preservada de alguns treinos", conta. "Não é uma dor lombar que vai me fazer mudar o desempenho em quadra", garante. "O Mundial é maior que isso."

O Japão tem a reputação de ser um time "chato": basta um vacilo para se ter uma desagradável surpresa. Foi o que ocorreu na fase final do Grand Prix da China este ano, quando a seleção perdeu para o Japão por 3 sets a 2 em Ningbo. Para a seleção, que está invicta no Mundial, todo o cuidado é pouco. "Temos de estar muito concentradas para esta partida. As japonesas melhoraram muito. O time sempre teve uma excelente defesa, mas agora evoluiu no ataque, no bloqueio, no saque", analisa Zé Roberto. "Elas são velozes e contam com duas ótimas jogadoras, que são a Ebata e a Saori, atletas que pontuam muito."

A ponta Natália ressalta que a partir deste confronto, começa um outro campeonato. "Nas duas primeiras fases, dever cumprido. Mantivemos a invencibilidade e chegamos à semifinal", comenta. "Agora, começa um novo campeonato. Tudo pode acontecer. Temos de jogar com o coração e dar a vida em quadra. Queremos chegar à final e lutar pelo título." / COM AGÊNCIAS

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