Torcida não desanima e promete apoio até o fim

Corintianos lotam o local destinado a eles em Salvador e aplaudem o time mesmo depois de a liderança ter escapado

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2010 | 00h00

Assim que o árbitro Carlos Eugênio Simon apitou o fim da partida no Barradão, os cerca de 4 mil corintianos presentes ao estádio não tiveram dúvida: começaram a incentivar seus jogadores com uma música que serve de apoio desde a queda à Série B. "Eu nunca vou te abandonar, eu nunca vou te abandonar, porque te amo, eu sou, ô, Corinthians", cantaram. A partir de quarta-feira, o torcedor comum terá à disposição os ingressos para o jogo com o Vasco, domingo, no Pacaembu, e a promessa é de casa cheia para empurrar o Alvinegro rumo à vitória.

"É muito bom ter nosso torcedor apoiando sempre. Eles viram que buscamos a vitória até o fim aqui e tentaremos dar essa alegria para ele ainda", declarou o goleiro Júlio César. O camisa 1 saiu de campo muito abatido, mas viu nos sofridos torcedores - muitos viajaram dois dias para chegar até Salvador - motivos para não deixar de acreditar, apesar das dificuldades.

O jogo estava quase no intervalo e muitos corintianos ainda chegavam ao Barradão, estádio de acesso complicado e com trânsito intenso. Surgiram com mochilas nas costas, semblante cansado e, mesmo assim, cantando e fazendo festa pelo clube do coração. Alguns até apanharam da polícia por provocar os baianos do Vitória.

"Ão, ão, ão, Segunda Divisão, aõ, ão ão, Segunda divisão", cantaram, sem se importar com a perda da liderança para o Fluminense, depois dos 4 a 1 dos cariocas diante do São Paulo. O Corinthians é líder em arrecadação e público. Em seus jogos como mandante, a média beira os 27 mil pagantes. Apenas na abertura das bilheterias para o fiel Torcedor e os bilhetes destinados às organizadas, já foram vendidas todas as entradas para arquibancada e tobogã. Contra os cariocas, o meia Bruno César e o atacante Dentinho retornam de suspensão. Como precisa ganhar e fazer saldo, Tite pode optar pelo uso de três atacantes. Ainda mais com a suspensão de Elias.

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