Tornados deixam time da Penske para trás

Mecânicos e engenheiros enfrentam problemas de voo nos EUA e correm para deixar os carros prontos para inspeção

Almir Leite e Milton Pazzi Jr., O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2011 | 00h00

Uma das favoritas a vencer a etapa de São Paulo da Fórmula Indy não está com vida fácil: a Penske teve problemas com voos para trazer seus mecânicos e engenheiros por causa dos tornados nos Estados Unidos. A sede da equipe é no Estado da Carolina do Norte, um dos afetados, e, por causa disso, está com um dia e meio de atraso no trabalho em relação às concorrentes - em especial a Ganassi, com os carros montados desde anteontem.

Os mecânicos só conseguiram chegar graças a uma conexão feita em Santiago do Chile, com quase um dia no avião. Só começaram a trabalhar no carro de Helio Castroneves, Will Power e Ryan Briscoe na tarde de ontem. Assim, foi correria para montar as peças para que o carro pudesse passar pela inspeção a tempo, com divisão de funções de acordo com o que era mais prático, independentemente do carro.

A AJ Foyt, de Vitor Meira, até emprestou mecânicos para a equipes AFS, de Raphael Matos. Uma situação diferente da F-1, por exemplo, onde a concorrência faz com que se evite até amizades entre funcionários administrativos das equipes.

Com o tempo curto, Castroneves foi rodar pelo circuito paulistano com seus engenheiros em um carrinho de golfe na hora do almoço. Fez tudo rapidamente, para que o plano para os treinos fosse fechado e a regulagem do carro fosse feita já pensando nos treinos livres de hoje. Para evitar mais problemas, está hospedado no hotel dentro do circuito do Anhembi desde ontem.

Só hoje chega o último grupo - 5 pessoas que trabalham com o chefe Roger Penske. Ao todo são 70 pessoas. O clima amistoso da categoria ajuda. As divisórias entre as equipes são cercas simples e de meio metro de altura.

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