Toyota mantém equipe na F-1, mas com cortes

Um dia depois de apresentar seu primeiro prejuízo em sete décadas, montadora decide continuar na principal categoria do automobilismo

, O Estadao de S.Paulo

24 de dezembro de 2008 | 00h00

A Toyota admitiu que vai cortar seus investimentos na Fórmula 1, mas se comprometeu a não abandonar a categoria, mesmo a montadora tendo apresentado o seu primeiro prejuízo operacional após sete décadas. Katsuaki Watanabe, presidente da empresa, que pode ser substituído pelo vice, Akio Toyoda, não deu detalhes sobre como a fabricante japonesa vai reduzir custos na Fórmula 1. A equipe está há sete anos na principal categoria do automobilismo e ainda não conseguiu nenhuma vitória. "É muito difícil manter o atual nível", admitiu Watanabe, em entrevista na fábrica da Toyota, em Nagoya. Apesar disso, ele considera que a categoria é um boa forma de atrair jovens consumidores. A Honda anunciou no dia 6 sua saída da categoria. As indústrias automobilísticas foram atingidas pela crise financeira nos Estados Unidos, maior mercado do setor no mundo. Nas últimas semanas, Subaru e Suzuki deixaram o Campeonato Mundial de Rali. O presidente da Honda, Takeo Fukui, pareceu desapontado quando anunciou sua decisão de deixar a Fórmula 1, mas afirmou que sua empresa deve concentrar-se nos negócios principais em momentos de crise. Na semana passada, Fukui revelou que a retirada não era temporária, quando questionado se a Honda estudaria a possibilidade de retornar para a categoria. A Fórmula 1 anunciou medidas com o objetivo de reduzir os custos das equipes em 2009, depois da saída da Honda, este mês, e da Super Aguri, em abril. A expectativa da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) é que as mudanças para a próxima temporada ajudem as principais equipes a reduzir em um terço os gastos que tiveram em 2008. Já o presidente da FIA, Max Mosley, disse ontem que vai decidir em junho se tentará ou não a reeleição. Em abril, imagens de Mosley em atos sexuais sadomasoquistas foram publicadas na imprensa britânica e o caso despertou pedidos de renúncia do dirigente. Na ocasião, ele anunciou que só sairia do cargo quando seu mandato terminasse, em outubro do ano que vem.

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