Tradição da família Toledo está garantida

A família Toledo não consegue se desgrudar das pranchas. Ricardo, o pai, foi quem iniciou tudo. Filho de um fisiculturista, começou cedo nas ondas de Ubatuba e teve as dificuldades de uma geração inteira de esportistas. "As pessoas falavam que surfista era vagabundo, maconheiro. Mas meu pai tinha uma academia e era bastante conhecido na cidade, e isso ajudou. Ele me incentivava numa época na qual o surfe era marginalizado", afirma Ricardinho, como é chamado pelos amigos. "O preconceito ainda existe, apesar de ter mudado bastante."

O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2011 | 03h05

Por essas coincidências da vida, ele conquistou o título do Circuito Brasileiro em duas ocasiões, justamente no ano de nascimento de seus filhos Matheus e Filipe, 1991 e 95. "Para completar, em cada ano eu ganhei duas etapas e como prêmio me deram um carro", lembra. Agora, ele vê o evento completar 25 anos de história e em 2011, as cinco etapas darão uma premiação total de R$ 1 milhão. Ele conhece todo o trajeto e faz parte desta história.

Mas o surfista, que ainda está em atividade na categoria master (vai representar o Brasil em outubro em El Salvador), jura que nunca pediu que os filhos trilhassem o mesmo caminho nas ondas.

Ainda morando em Ubatuba, Ricardinho viu o filho mais velho no Brasil Surf Pro, em Itamambuca. O rapaz de 20 anos caiu diante do catarinense Tomas Hermes, líder do Circuito Brasileiro. Já o outro filho, Filipe, de 17 anos, está surfando na Indonésia./ P.F.

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