Tradicionais, Salvador e Recife tentam superar a desconfiança da Fifa

Baianos e pernambucanos não podem reclamar quando o assunto é futebol e festa. Têm torcidas fanáticas, excelentes médias de público em seus campeonatos e sabem organizar celebrações como ninguém - basta avaliar o sucesso dos carnavais em ambas as cidades. Mas tropeços das candidaturas de Salvador e Recife podem fazer com que a Fifa veja com desconfiança o desenvolvimento das propostas. A capital da Bahia apostou na revitalização da Fonte Nova, após cogitar a construção de novo espaço. Construído em 1951 e palco da maior tragédia do País em arenas - sete pessoas morreram, em 2007, quando parte da arquibancada ruiu -, o estádio estadual terá toda sua parte superior demolida. Remodelado, com custo de R$250 milhões, poderá receber 55 mil pessoas.Recife, a única sede fora da região sul-sudeste na Copa de 1950, não escolheu a Ilha do Retiro como seu estádio - o campo do Sport recebeu um jogo no primeiro Mundial brasileiro. O governo estadual preferiu investir altos R$ 500 milhões na Arena Recife-Olinda, centro nevrálgico de um novo modelo de urbanização. O estádio ficará na Cidade da Copa, bairro em São Lourenço da Mata, que terá capacidade para 9 mil empreendimentos imobiliários.A capital pernambucana espera gastar R$ 16 bilhões em obras de infraestrutura, investindo na ampliação do metrô e na duplicação de estradas de acesso à região do estádio, entre outras intervenções. Salvador prevê gastos de R$ 2 bilhões, ligados especialmente a obras viárias.

ANGELA LACERDA e TIAGO DÉCIMO, O Estadao de S.Paulo

30 de maio de 2009 | 00h00

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