Tranqüilidade marca Federer e Nadal na véspera da decisão

Roger Federer, o número 1 do ranking mundial, e Rafael Nadal, o 2, se apresentaram tranqüilos neste sábado para a entrevista coletiva prévia à final de Wimbledon, que os dois disputam neste domingo, a partir das 10 horas (de Brasília), com transmissão do Sportv 2. Nem parecia um choque de gigantes, digno da tradição que envolvia os duelos Ivan Lendl x Boris Becker ou Pete Sampras x Andre Agassi, entre outros.Federer, que tenta o quarto título consecutivo na grama do All England Club, menosprezou a impressionante desvantagem diante de Nadal: perdeu as quatro finais disputadas contra o espanhol este ano, incluindo a de Roland Garros, e perde de 6 jogos a 1 na história do duelo.?Sempre tive retrospecto negativo diante de algum tenista. Melhor que isso aconteça agora diante do número 2 do mundo?, disfarçou o suíço, que se disse confiante na busca do tetra. ?É sempre muito difícil chegar a uma final de Grand Slam. Espero terminar o torneio em grande estilo.?Nadal desafia os teóricos com suas brilhantes atuações na grama. Campeão de Roland Garros e rei do saibro, o jovem espanhol repete o feito de Bjorn Borg, o genial sueco que era especialista no jogo de fundo de quadra e mesmo assim levantou o troféu de Wimbledon por cinco anos seguidos (de 1976 a 1980).?Não quero me comparar com Borg. Não sei o que dizer sobre o fato de estar ganhando na grama e jogar de fundo de quadra. Na verdade, nunca vi o Borg jogando?, disparou. Durante a entrevista, o espanhol voltou a ouvir insinuações sobre seus músculos, que solenemente ignorou, e disse que um dos fatores que o levou à final de Wimbledon foi um saque muito eficiente - arma poderosa em quadras de grama. ?Nunca saquei tão bem em minha vida como neste torneio?, festejou Nadal.

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