Tratamento levou campeã às piscinas

A carioca Ivi Monteiro, do Vasco da Gama, nunca imaginou que uma recomendação médica para a cura da bronquite que sofria iria transformá-la numa recordista sul-americana em nado borboleta. "O médico mandou que eu praticasse natação para obter melhor rendimento dos pulmões e não parei mais", conta a nadadora de 17 anos. Ela foi um dos grandes destaques da equipe brasileira que na terça-feira, em Belém, na prova dos 100 metros borboleta, quebrou o recorde sul-americano, baixando em 2s05 a marca da argentina Maria Pereyra. Ivi estabeleceu o tempo de 1min03s19 e ainda participou da equipe do revezamento 4x100 medley, contribuindo para outra medalha de ouro ao fazer 4min22s49. Chegar ao pódio das campeãs, para Ivi, não foi nada fácil. Mesmo com dificuldades financeiras, os pais nunca deixaram de ajudá-la, organizando até rifas para arrecadar recursos para as viagens da atleta no começo da carreira. Hoje, as despesas são bancadas pelo Vasco e pelo patrocinador de Ivi. O grande objetivo dela, agora, é participar das Olimpíadas de Atenas, em 2004. O treinamento de duas horas diárias na piscina será intensificado. "Meu sonho é bater um recorde mundial", revela a recordista sul-americana. Nas horas vagas, para relaxar, ela gosta de dançar e ir a festas. No ano que vem, Ivi vai prestar vestibular para Educação Física. "Pode ser uma boa profissão quando eu deixar de competir nas piscinas", avalia a campeã.

Agencia Estado,

07 Agosto 2002 | 17h29

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