Treinador não tem medo da sombra de Felipão

A CBF e seu presidente, José Maria Marin, garantem que Mano Menezes continua firme no comando da seleção. Mas a saída de Luiz Felipe Scolari do Palmeiras transformou o pentacampeão mundial (em 2002) em uma sombra para o técnico do Brasil.

GOIÂNIA, O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2012 | 03h08

A pressão que vem sofrendo, as vaias da torcida brasileira e agora a possibilidade de entregar o cargo a um técnico de considerável apelo popular dominaram a longa entrevista que Mano Menezes concedeu, ontem, no hotel em que a seleção brasileira está hospedada em Goiânia.

"Não me sinto mais ou menos pressionado, tenho respeito por todos os técnicos. O episódio (a queda de Felipão) só enriquece a experiência que temos. Nós, técnicos, somos muito parecidos, perdemos, ganhamos, somos todos demitidos", disse Mano, com seu semblante peculiar, nem nervoso nem calmo.

A cobrança em torno do trabalho de Mano aumentou após o fiasco da seleção nos Jogos de Londres. Depois de perder a medalha de ouro, o Brasil ainda não emplacou. O time vence, mas não demonstra um futebol convincente. Ganhou amistoso contra a Suécia por 3 a 0, com dois gols no fim, venceu a África do Sul no Morumbi só por 1 a 0 sob vaias e goleou a inexpressiva China por 8 a 0 no Recife.

"Estamos no caminho certo, fazendo o que precisa ser feito e trabalhando", disse o treinador. Afirmou que não vai pautar seu trabalho por causa da reação do torcedor. "Não vou supervalorizar vaias."

Mano disse que faz parte do trabalho de um técnico suportar a pressão, embora admita que algumas críticas estão acima do normal. Sobre se o Superclássico terá influência na sua permanência no cargo, disse apenas que sabe a importância e o peso que esses jogos possuem. / V. M.

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