Daniel Teixeira/ Estadão Conteúdo
Daniel Teixeira/ Estadão Conteúdo

Garotos do projeto 'Correndo para o Futuro' sonham em se tornar atletas olímpicos

Adolescentes que treinam no projeto dizem que pretendem seguir no esporte e já conquistam bons resultados

Andreza Galdeano, O Estado de S. Paulo

16 de dezembro de 2019 | 04h31

"Eu quero ser atleta olímpico". A afirmação é unanimidade entre os alunos do projeto 'Correndo para o Futuro'. A maioria deles sonha em seguir carreira no atletismo e um dia poder representar a bandeira do Brasil em uma competição olímpicaKauê Orvalho, de 16 anos, é um dos destaques entre os meninos e meninas de sua idade. O seu nome foi escolhido em homenagem ao projeto. "O meu primo ia para casa todos os dias com o uniforme da associação e o meu pai falava que quando tivesse um filho o nome seria Kauê", conta.

Kauê entrou na associação aos 11 anos de idade e os seus resultados chamaram a atenção. Em outubro deste ano, ele conquistou duas medalhas de prata no Brasileiro Sub-18 e garantiu a segunda posição do ranking brasileiro e Sul-Americano da categoria. Além da Olimpíada, o jovem tem outros sonhos. "Quero ser um atleta olímpico e ter o meu patrocínio dos sonhos: a Nike", diz, revelando predileção pela marca esportiva.

O jovem conquistou uma bolsa de estudos em um colégio particular e complementa a renda da família. Com cerca de R$ 2 mil por mês, somando o patrocínio de um shopping, bolsa atleta e auxílio de um clube, Kauê diz que consegue comprar os seus próprios materiais esportivos e "está feliz com tudo o que conquistou até o momento". "Eu treino de segunda a sábado à noite ou no período da tarde e estudo de manhã. Amo o esporte e também sou um bom aluno no colégio", garante.

Outro aluno de destaque do projeto em Itaquera é Gabriel Aguiar, de 14 anos, campeão brasileiro e estadual da categoria T47, deficiência nos membros superiores, sub-14. O seu desempenho o fez ganhar uma bolsa de estudos em colégio particular também, com patrocínios e vaga para treinar no Centro Paralímpico Brasileiro, em São Paulo. "A minha maior dificuldade é enfrentar o bullying, mas todos eles do projeto e a minha família me ajudam muito. Hoje vejo que preciso apenas olhar para frente", ressalta Gabriel, que também revela os seus projetos para o futuro. "Eu pretendo chegar em uma Paralimpíada e quero ser o velocista mais rápido do mundo". 

 

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