Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Treino fechado da seleção brasileira causa protesto da torcida

Cerca de 4 mil pessoas apareceream no local acreditando que a entrada seria liberada

ALMIR LEITE E SÍLVIO BARSETTI, Agência Estado

17 de junho de 2013 | 15h16

FORTALEZA - O primeiro treino da seleção brasileira em Fortaleza teve um princípio de confusão do lado de fora do Estádio Presidente Vargas. Cerca de 4 mil pessoas foram ao estádio para ver a atividade, mas ela estava programada para acontecer com portões fechados. Revoltados, os torcedores protestaram.

A confusão foi criada por um boato iniciado nos últimos dias, que dava conta de que a entrada no treino estaria liberada mediante a doação de um quilo de alimento não perecível. Este rumor ganhou força e fez com que diversas pessoas, como o estudante de 17 anos Jefferson de Souza, fossem ao estádio na esperança de ver Thiago Silva, Oscar, Neymar, entre outros.

Com a frustrada tentativa de acompanhar a seleção, os torcedores se revoltaram e começaram a pedir a entrada no treino. Alguns deles inclusive cantavam o hino nacional, manifestando a vontade de estar ao lado da equipe. Não houve brigas, mas o clima era tenso e muitos policiais estiveram na frente do estádio para impedir maiores problemas.

O subtenente Pires, do Batalhão de Policiamento de Eventos do Ceará, garantiu que não vai dispersar as pessoas com repressão. "Vamos conseguir controlar a multidão. Todos conhecem nosso trabalho, que é o de prevenção. Vamos orientar e direcionar as pessoas", disse.

São cerca de 60 policiais do Batalhão de Policiamento de Eventos, criado em 2008, e mais 120 de outros batalhões da polícia cearense tentando conter a população. 

A seleção brasileira chegou a Fortaleza no último domingo, um dia depois da estreia com vitória na Copa das Confederações diante do Japão, por 3 a 0, em Brasília. A equipe volta a campo nesta quarta-feira, quando enfrenta o México, às 16 horas, no Castelão, na capital cearense.

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