Treino intensivo na passagem do bastão vale ouro

Equipe brasileira de 4x100 metros supera canadenses e americanos

Amanda Romanelli, O Estadao de S.Paulo

07 de julho de 2029 | 00h00

O revezamento 4x100 metros masculino do Brasil chegou, pela terceira vez consecutiva, no lugar mais alto do pódio dos Jogos Pan-Americanos, ao vencer a pista do Estádio João Havelange no tempo de 38s81 - seis segundos à frente do Canadá, segundo colocado. Agora o Brasil só tem menos títulos que a equipe norte-americana, medalha de bronze com 38s88, e campeã por nove vezes.Para os atletas, que puderam festejar o primeiro título em casa, o segredo é um só: treinamento intensivo da técnica de passagem de bastão, que não parou nem às vésperas da competição de ontem."O nosso técnico, Jayme Netto Júnior, disse que ninguém treina tanto a passagem. As outras equipes podem ser mais velozes mas ninguém se preocupa com isso tanto quanto a gente. Foi isso que definiu nossa vitória", revelou o amazonense Sandro Viana. "Treinamos sempre, em qualquer lugar. Dentro do ônibus (na vinda de São Paulo para o Pan do Rio) , no hotel e até no estacionamento do estádio." Sandro foi o homem que fechou o revezamento do Brasil. Estreante na equipe, disse que não sentiu a responsabilidade de cruzar a linha de chegada durante a competição. Mas antes... "Eu sabia que se errasse no final colocaria a perder tudo o que os outros batalharam. Por isso eu pedi muito a Deus para que não fizesse nada de errado. Quando recebi o bastão, mal conseguia ouvir o grito do Basílio (Morais Júnior, terceiro homem)." Assim como no Troféu Brasil de atletismo, em junho, quando foi campeão dos 100 e dos 200 metros, Sandro desfilou com uma bandeira do Brasil dada pela mãe.Vicente Lenílson, atleta mais experiente do grupo do revezamento, disse que nunca passou por sensação parecida como a da vitória no Rio. Foi, também, o que se emocionou mais. "É muito gostoso ver o sorriso das pessoas nas arquibancadas. São 12 anos competindo e acho que estou mais feliz por eles do que pelo título." O próximo desafio brasileiro é o Mundial de Osaka, de 25 de agosto a 3 de setembro. A busca do revezamento é, agora, apagar a imagem negativa deixada na última edição, quando o País terminou em 5º lugar. "Treinamos um ano e meio para isso e o Pan é o primeiro evento de uma equipe renovada. Temos muito o que melhorar", afirmou Rafael Ribeiro.Nos 4x100 metros feminino, o resultado não foi satisfatório. As brasileiras ficaram em 6º lugar (44s14) - a prova foi vencida pela Jamaica (43s58), seguida por EUA (43s62) e Cuba (43,80). No 4x400m feminino, as mulheres ficaram em 5º. No masculino, o Brasil foi 6º.

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