Trio de atletas jordanianos estão fora da Paraolimpíada por ofensas sexuais

Três membros da equipe paraolímpica da Jordânia não vão competir nos Jogos de Londres, depois de serem acusado de crimes sexuais na Irlanda do Norte, disseram os organizadores na quinta-feira.

Reuters

23 de agosto de 2012 | 14h01

O trio foi libertado sob fiança na quarta-feira após a sua embaixada, que disse que o rei Abdullah da Jordânia tinha tomado um interesse pessoal sobre o caso, prometeu que voltariam para o tribunal enfrentar julgamento.

"O Comitê Paraolímpico Internacional e o LOCOG foram informados pelo Comitê Paraolímpico Nacional jordaniano que três atletas liberados sob fiança após incidentes na Irlanda do Norte não irão para os Jogos Paraolímpicos de Londres 2012. Os atletas voltaram para a Jordânia", disse um comunicado.

O LOCOG são os organizadores de Londres para os Jogos Paraolímpicos de 29 agosto a 9 setembro.

Os dois levantadores de peso em cadeira de rodas e o treinador foram presos na segunda-feira e acusados de crimes sexuais envolvendo duas mulheres e duas meninas menores de idade, informou o tribunal da Irlanda do Norte.

O halterofilista Omar Sami Qaradhi recebeu três acusações de agressão sexual e uma de voyeurismo na quarta-feira. Dois dos supostos abusos foram contra crianças.

Seu colega Motaz Al-Junad enfrentou uma acusação de agressão sexual. O treinador Faisal Hammash recebeu duas acusações por fazer com que uma criança praticasse atos sexuais.

A delegação de 19 atletas da Jordânia foi uma das várias do Oriente Médio e da África que treinaram no Centro de Esportes Antrim Forum, na Irlanda do Norte, antes dos Jogos de Londres para atletas com deficiência, que vêm apenas algumas semanas depois dos Jogos Olímpicos na cidade.

O tribunal foi informado que os supostos crimes ocorreram entre 16 e 20 de agosto.

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