Robson Fernandjes/AE - 18/4/2011
Robson Fernandjes/AE - 18/4/2011

Troca de treinador vira rotina no São Paulo pós-Muricy

Carpegiani será demitido nesta segunda e clube vai atrás do quarto técnico desde que derrubou o tricampeão brasileiro pelo clube

MARCIUS AZEVEDO, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2011 | 00h00

SÃO PAULO - A demissão de Paulo César Carpegiani, que será anunciada oficialmente nesta segunda-feira, expõe uma situação que se tornou rotineira no São Paulo. O discurso do presidente Juvenal Juvêncio, que vem desde os tempos em que era diretor de futebol, de que o clube é diferente e não troca de treinador facilmente, caiu definitivamente por terra.

Depois da saída de Muricy Ramalho, que chegou em janeiro de 2006 e só foi demitido em junho de 2009, após ser eliminado pela quarta vez consecutiva na Libertadores, os dirigentes não param de mexer no comando do time. Desde então, três técnicos passaram pelo Morumbi. E o 4.º pode ser anunciado nesta segunda ou, no mais tardar, esta semana - Dorival Jr. e Cuca são os preferidos.

O primeiro foi Ricardo Gomes, contratado por indicação de Abílio Diniz, empresário próximo a Juvenal. Ele assumiu o time após a eliminação para o Cruzeiro e tinha como missão fazer o torcedor esquecer Muricy, que havia sido tricampeão nacional.

Ricardo Gomes até durou e quase foi campeão brasileiro, perdendo o título na penúltima rodada ao ser derrotado pelo Goiás. Seu trabalho foi, então, questionado, mas ele só caiu após a eliminação na Libertadores do ano passado.

Depois disso, Juvenal cometeu um de seus maiores erros. Decidiu apostar em Sérgio Baresi, que havia levado o São Paulo ao título da Copa São Paulo de Juniores. Baresi foi um fiasco e o presidente recorreu a Carpegiani, que estava no Atlético Paranaense. Assim como ocorreu com Ricardo Gomes, o São Paulo, que estava em uma zona intermediária, cresceu, mas acabou não garantindo vaga para a Libertadores.

Apesar disso, o trabalho do treinador era sempre elogiado pelos dirigentes. Mas no futebol o que vale são os resultados. Na primeira crise, decorrente da queda na Copa do Brasil, eles preferiram demitir Carpegiani. E agora, mais uma vez, estão à caça de substituto.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.