Trump lança torneio de golfe no Brasil

O golfe cresce no Brasil. Cadeias de hoteis e empreendimentos imobiliários alavancam o esporte hoje praticado por cerca de 20 mil brasileiros. O mais novo empresário a apostar no golfe é J. Hawilla, presidente da Traffic. A empresa fechou parceria para desembolsar US$ 5 milhões na organização das próximas nove edições do Aberto de Golfe do Brasil, principal torneio nacional e que conta, desde o ano passado, com o apoio do milionário americano Donald Trump, por meio de sua representante no País, a Trump Realty Brazil."O golfe hoje é o que era o tênis há 20 anos", diz Hawilla. "Cada vez mais brasileiros querem morar em uma casa dentro de um condomínio com campo de golfe. É como era antes com prédios com piscina e quadra de tênis." A Traffic, que desde sua criação investe apenas no futebol, escolheu o golfe como nova estratégia para expandir seus negócios. "É o único esporte com grande campo para crescer comercialmente. Os outros estão estagnados ou em decadência", diz o empresário.O primeiro Aberto do Brasil promovido pela Traffic será entre 21 a 28 de novembro, na Costa do Sauípe, na Bahia. É a 54ª edição do torneio e a segunda com o nome de Trump Open, graças à co-organização da Trump Realty. Com premiação total de US$ 100 mil, são esperados 144 jogadores, entre eles 40 brasileiros. O principal destaque, como na última edição, deve ser o paraguaio Carlos Franco, que possui quatro títulos em campeonatos do PGA Tour, o principal circuito do golfe mundial. O torneio brasileiro, que pleiteia lugar com maior destaque entre as disputas do resto do planeta, terá cobertura do canal pago SporTV."O golfe movimenta US$ 12 bilhões anualmente pelo mundo. Queremos trazer uma parcela disso ao Brasil", diz o chefe-executivo da Traffic, Marcelo Milliet. O esporte, que conta com um forte lobby para se tornar modalidade olímpica em 2008, dispõe atualmente de 105 campos no Brasil, cerca de 70% dentro de clubes fechados, segundo a Confederação Brasileira de Golfe (CBG). Fora dos clubes restritos à elite, multiplicam-se, principalmente dentro e nos arredores da capital paulista, academias e campos de portes variados que aceitam jogadores não sócios mediante taxas que vão de R$ 50 a 120 para até cinco horas de jogo.Os grande hotéis com campo de golfe hoje são 15, mas há outros 55 com campos em construção ou aguardando liberação de impacto ambiental. "Há três tipos de golfe: o de competição, o de relacionamentos corporativos e o turístico", diz Christiane Teixeira, vice-presidente da CBG. No competitivo, o País sente falta de um grande representante. Não há nenhum brasileiro entre os 300 melhores golfistas do mundo. Melhor papel fazem as mulheres, com a gaúcha Maria Cândida Hanelmann, de 24 anos, na 70ª posição do ranking feminino e subindo a cada semana.

Agencia Estado,

27 de outubro de 2004 | 18h52

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