Tsonga humilha Nadal e repete feito de Guga

O mais novo astro do tênis, Jo-Wilfried Tsonga, não poderia ter melhor prenúncio. Assim como Gustavo Kuerten em Roland Garros de 1997, ele também faz justamente a primeira final de sua vida em um torneio de Grand Slam. Guga foi mais além e ganhou o troféu ao bater na decisão um bicampeão - o espanhol Sergi Brugera. Situação semelhante pode viver o jovem francês, que tem a possibilidade de pegar no domingo Roger Federer, campeão do Aberto da Austrália nos últimos dois anos. O suíço ainda joga a semifinal diante do sérvio Novak Djokovic, na manhã de hoje pelo horário de Brasília. Tsonga, de 22 anos, já entrou para a história ao bater o número 2 do mundo, Rafael Nadal, por 6/2, 6/3 e 6/2, num jogo em que mostrou todo seu talento e aplicou voleios desconcertantes. Depois de ter vencido favoritos como Andy Murray, Richard Gasquet e Mikhail Youzhny, o triunfo sobre Nadal foi a maior da carreira. "É incrível, nada poderia me parar hoje, é como um sonho, difícil de acreditar", disse o carismático Tsonga. "Joguei bem, mas ele (Tsonga) esteve incrível", reconheceu Nadal. Para os franceses, Tsonga já é um herói nacional, comparável a outro astro do tênis, Yannick Noah. Ambos têm mães francesas, mas são nascidos na África, no Congo e em Camarões, respectivamente. Noah ainda hoje é uma celebridade e faz sucesso como cantor. Foi o último francês a conquistar o título de Roland Garros, em 1983. Tsonga espera ser o próximo. No circuito do tênis, por seu semblante, é conhecido como Muhammad Ali (um dos maiores pugilistas da história), coincidentemente um dos ídolos de sua infância.

Chiquinho Leite Moreira, O Estadao de S.Paulo

25 de janeiro de 2008 | 00h00

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