Tudo contra a seleção

Mandela e torcida motivam a África do Sul no jogo contra o Brasil

Luiz Antônio Prosperi e Sílvio Barsetti, O Estadao de S.Paulo

25 de junho de 2009 | 00h00

Temperatura por volta de um grau negativo. Casa cheia, expectativa de pelo menos 60 mil pessoas torcendo contra. As estridentes vuvuzelas. Gramado em péssimas condições. Em ambiente adverso, o Brasil decide hoje, contra a África do Sul, a outra vaga para a final da Copa das Confederações, às 15h30 (horário de Brasília), no Ellis Park, em Johannesburgo. Siga o jogo ao vivo e veja mais imagens no canal especial do torneioOs sul-africanos estão animados e cheios de confiança. Recorreram aos seus deuses espirituais e à lenda viva Nelson Mandela, de 91 anos. Atletas e o técnico Joel Santana foram pedir a bênção ao líder. "Foi incrível. Para os jogadores, foi um dos momentos mais especiais, junto com a classificação. Ele disse que acredita em nós", revelou Aaron Mokoena, capitão da seleção da África do Sul.Abençoados pelo líder e empurrados pela imensa torcida, os atletas da Bafana Bafana querem entrar para a história. Não há limites para vencer o Brasil. Por tudo isso, Dunga ligou o sinal de alerta. "A motivação desses jogadores é imensa para enfrentar o Brasil e fazer uma grande partida. Eles são os donos da casa, estão crescendo na competição. Fizeram um bom jogo contra a Espanha. É uma equipe africana, com as características tradicionais, são rápidos e fortes. Tentaremos bloquear os pontos positivos." Dunga sabe muito bem que a seleção jogará sob imensa pressão, apesar da quilométrica distância técnica entre os dois times. Sua estratégia não muda. O Brasil deve marcar forte e resolver a questão nos contra-ataques, ainda no primeiro tempo, como fez contra os EUA e a Itália. O treinador não acredita em uma postura defensiva dos adversários. Quanto à escalação, apenas uma dúvida: Luisão ou Miranda na vaga de Juan, que sofreu lesão na coxa esquerda. A tendência é que Luisão inicie a partida. Entre os jogadores da seleção o clima é de grande otimismo e confiança. Eles têm a nítida noção do que enfrentarão hoje no Ellis Park. Luís Fabiano sintetiza o sentimento do grupo. "Eles vão jogar sem pressão. Se perderem, tudo bem. Perderam do Brasil. Agora, se ganharem, será feriado nacional", admitiu o artilheiro. Quem passar pega a zebra Estados Unidos, domingo, também no Ellis Park, em Johannesburgo.

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