WERTHER SANTANA/AE
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Tudo por uma vitória fora da capital

Em Jundiaí, Corinthians aposta nos gols de Liedson para bater o Paulista e voltar a vencer longe de São Paulo

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2011 | 00h00

O técnico Tite não define como "obrigação" a conquista do título do Campeonato Paulista pelo Corinthians, mas admite que a responsabilidade é maior após a eliminação na Pré-Libertadores. Com o vexame da Colômbia, sobrou apenas o Estadual para disputar no primeiro semestre. Ainda sob desconfiança do torcedor, o técnico tenta, hoje, acabar com um incômodo jejum: desde os 3 a 2 sobre o Santos, em setembro, o Alvinegro não sabe o que é ganhar fora da capital. Às 17 horas, diante do Paulista, em Jundiaí, ele aposta na repetição do time para, enfim, desencantar.

Com a saída de Roberto Carlos, e ainda com Ronaldo, Dentinho e Bruno César em fase de recuperação, física ou médica, o comandante confia nos gols de Liedson para ganhar pela terceira vez seguida e encostar, para valer, nos líderes do Estadual.

"Temos a responsabilidade de continuar vencendo e jogando bem para diminuir o sentimento de não seguimento da Libertadores", enfatiza Tite, mais aliviado após duas vitórias e confiante pelo fato de repetir, pela primeira vez no ano, a escalação por dois jogos seguidos. Até mesmo o recém-chegado Liedson. "Claro, ele ainda vai carecer de entrosamento, mas com sua característica um pouco mais móvel, já deu passo importante. Para o Liedson fica mais fácil porque ele é identificado com o Corinthians. E, por vir atuando, facilitou."

Liedson, primeiro, agiu como um escudo de Tite no reencontro com os torcedores, quarta-feira, no Pacaembu (fez dois gols nos 4 a 0 diante do Ituano). Agora, mesmo evitando o rótulo, pode começar a desempenhar a função de salvador da pátria do pescoço do treinador.

Será o sétimo jogo de Tite fora da capital. São cinco empates e uma derrota, justamente para o Tolima. As igualdades são lamentadas até hoje pelo torcedor que chama o treinador de "burro". O 1 a 1 com o Vitória custou a liderança do Nacional restando três rodadas para o fim do campeonato de 2010 e o outro 1 a 1, na rodada final, diante do Goiás, acabou jogando a equipe para terceiro e, como consequência, para a disputa da Pré-Libertadores.

Se não ganhava, ao menos não perdia. Até surgir um Tolima para estragar sua festa. O atrevido time colombiano fez enorme estrago e até hoje ainda tira o sono de Tite. "A gora é pensar no Paulista. E nossa equipe está com a responsabilidade de continuar vencendo e jogando bem para diminuir o sentimento de não seguimento da Libertadores."

Falar, entretanto, não é o bastante. É preciso passar, ou demonstrar atitudes que possam mexer com os brios dos jogadores. Livros de autoajuda, psicólogos? Nada disso, Tite encontrou a solução no próprio grupo: a garra e luta demonstrada por Alessandro contra Palmeiras e Ituano. "Todos temos de estar preparados na pressão. E o Alessandro é um baita exemplo", afirma.

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