Turquia nega que protestos afetem candidatura olímpica

O comitê organizador da candidatura olímpica de Istambul garantiu nesta quarta-feira que os protestos antigovernamentais na Turquia "não terão consequências" na tentativa e na capacidade de Istambul sediar os Jogos de 2020. Apesar do discurso otimista, já são quase duas semanas de protestos, que se iniciaram em Istambul e se espalharam por dezenas de outras cidades contra o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan.

AE-AP, Agência Estado

12 de junho de 2013 | 15h56

Istambul está em sua quinta tentativa de sediar a Olimpíada - as outras quatro fracassaram - e disputa com Madri e Tóquio. O Comitê Olímpico Internacional (COI) escolherá a seda dos Jogos de 2020 no dia 7 de setembro, em votação a ser realizada em Buenos Aires, na Argentina.

As fotos e imagens de televisão da violência na praça Taksim, de Istambul, incluindo disparos de gás lacrimogêneo e o uso de canhões de água contra os manifestantes pela polícia, têm manchado a imagem da Turquia no exterior e colocado sérios desafios para a candidatura olímpica.

O comitê de candidatura emitiu um comunicado nesta quarta-feira insistindo que o retorno de membros do COI e de outras autoridades olímpicas têm sido positivo e compreensivo. "Enquanto eles estão, obviamente, tão ansiosos quanto nós para uma rápida e pacífica resolução, a maioria das pessoas com quem temos falado, reconheceu que 2020 ainda está sete anos longe", disse o comunicado.

O comitê disse que a proposta tem o apoio da opinião pública turca, citando a mais recente pesquisa do COI, realizada meses antes dos protestos, mostrando apoio de 83%. "Esta é uma candidatura para o povo da Turquia e estamos unidos por nossa paixão para trazer os Jogos aqui pela primeira vez", disse o comunicado. "Istambul 2020 e o sonho de 20 anos do povo turco não serão afetados por esses eventos".

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